Sunday, 13 November 2011

Divisor de águas

O mais recente divisor de águas que tive na minha vida foi após meu retorno ao Brasil e o acidente da minha mãe. Com o que aconteceu, ou TUDO mudaria para melhor, ou TUDO teria um fim.

Dia desses, estava conversando com uma pessoa sobre isso e eu disse que talvez eu precise da ajuda de algum profissional pra superar algumas coisas. Sozinha, infelizmente, eu não consigo e, pra dizer bem a verdade, eu não quero. Talvez o tempo ajude a esquecer. Não acho também que eu possa dar o nome de mágoa pra isso. Não é o caso pq eu acho que a mágoa dói, incomoda. E o que eu sinto hoje tá muito mais parecido com uma decepção. Um sentimento que deixa a gente descontente, triste. Eu não tenho vontade alguma de estar perto destas pessoas que provocaram essa minha reação. E não há quem me convença a mudar. Não me venham dizer que porque é sangue se tem que superar tudo. Quem foi que disse que dna determina caráter e/ou personalidade? Não, gente.
Com base nisso, ou eu sou fria demais (tvz esteja me tornando) ou sou a má da história.

Eu não vou expor aqui os motivos que eu tenho pra agir assim, eu resumo apenas em: numa baita situação difícil, quando eu precisei demais da ajuda e do apoio (de todos os tipos), eu só recebi de terceiros e, pra piorar, aos olhos dos demais, eu era dramática. Não sei se estou certa ou errada, mas valorizo muito quem se importa comigo de verdade. Quem demonstra isso em palavra e em atitude. E, acredite, eu reparo em cada gesto.

Outra coisa que percebo nas relações é a cobrança. Uma cobrança, ao meu ver, egoísta. Diante de tantos acontecimentos, como é que esperam de mim mais atenção???? Quem está precisando de atenção SOU EU, porra!! Quantas não foram as vezes em que eu já me dediquei? Sempre estive tão disposta a ouvir e fui daquelas que sempre tinha uma palavra pra dizer, sempre. Não à toa que tantos
me procuravam. Só que agora eu não tenho palavra pra dizer, agora eu preciso é ouvir.

Outro dia, um primo me disse: "se eu pudesse, eu viveria numa ilha". Sabe de uma coisa? Eu também! Estabelecer relações anda bem difícil ultimamente. As pessoas se enxergam quando de alguma
maneira isso é conveniente.

O que tem tornado tudo um pouco mais simples foi ter conseguido uma ocupação. É impressionante como isso refletiu positivamente na minha vida. Me sentir útil parece ser fundamental na minha existência. Além das recompensas que isso me traz, afinal, um salário no fim do mês alivia parte das preocupações.

A coisa é instável ainda. Não há garantias de nada, no entanto, já existem tantos planos meus, tantas vontades, mas preciso me manter com os pés no chão... que vida dura essa de não ter permissão nem pra sonhar, pois tem sempre alguém ali pra dizer: "calma, não se empolga, espera as coisas acontecerem..."

Tô com a mente tão cansada. Tô feliz, claro que sim. E esse é o tipo de coisa ninguém pode roubar de mim, no entanto, eu sei que incomoda. Sabe de outra coisa, eu quero ver quando eu anunciar que eu vou cuidar da minha vida. Se agora já me julgam dizendo que eu sou isso ou aquilo, quero ver quando eu disser: fui! E, olha, precisa de muita coragem pra tomar uma atitude dessas. É pior que sair do seu país e enfrentar uma cultura desconhecida. E em pensar que tudo poderia ser tão mais simples... Mas, como não é, eu vou em frente e que sigam-me os bons. Ninguém vai fazer nada por mim mesmo, e o tempo voa, minha gente, como tem sido até agora. E é duro olhar pra trás e perceber que tanta se coisa se passou e nada se efetivou.

O que importa mesmo, agora, é ter vontade. As dificuldades que a gente passa na vida, nos torna mais fortes, mais lutadores, pode acreditar em mim. Eu queria ser invencível, mas não me sinto capaz de dizer isso. A única certeza que eu tenho é que eu vou lutar com todas as minhas forças pra conquistar o que eu quero, doa a quem doer. Isso não significa, obviamente, que vou sair por aí atropelando quem estiver na minha frente, eu não tenho esse perfil. Isso significa que eu não vou me prender por nada nem por ninguém. Até porque, as conquistas que eu obtiver, sem dúvida, serão usufruídas por todos.
Não espero dias sem tempestades. Já me convenci de que isso não existe no meu caminho. Mas eu vou andar com um guarda-chuva bem forte pra me proteger, mesmo que eu esteja sozinha...

Wednesday, 9 November 2011

Ansiosa...

Essa ansiedade que não me deixa dormir.
Faz tempo que não venho aqui e há tanto pra falar...
Tá na hora. Amanhã!

Sunday, 21 August 2011

registro

Eu tô perdida, confusa, com medo. Mas eu sou filha da Dona Rita.
Oficializo, neste momento, meu compromisso com o futuro, com o novo.
Eu sei que tudo vai se resolver, que eu vou dar conta do recado e que ainda vou ter tudo o que tem de melhor nessa vida, principalmente as pessoas certas ao meu lado.
Não vou viver de dúvidas. Vou viver de certezas!

Fica aqui o registro.




Thursday, 18 August 2011

Desperdício de tempo...

Gente, ou é ou não é. Não dá pra viver de suposição. A vida é muito curta pra ficar vendo ela passar e ainda dar um tchauzinho. Porra! Por que deixar a oportunidade escapar? Por que desperdiçar uma chance de ser feliz???

Bom, enquanto uns não se decidem, eu tô mega feliz com a notícia que recebi de uma amiga-irmã. Vou ser titia de novo!! Não vou citar aqui ainda o nome da amiga pq não sei se isso já pode ser exposto. Sei apenas que, apesar das circunstâncias do momento,  ele/ela, mesmo sendo apenas do tamanho de um grãozinho de feijão, já é muito amado pelos pais. Que Deus abençõe! :)

E o título do post anterior foi alterado. De acordo com a nova ortografia, autoafirmação não tem mais hífen. "O hífen não é mais utilizado em palavras formadas de prefixos (ou falsos prefixos) terminados em vogal + palavras iniciadas por outra vogal." 
(http://www.interney.net/?p=9764462)

autoafirmação

Eu não vou deixar a peteca CAIR!

Eu não vou deixar a PETECA CAIR!

Eu não vou DEIXAR A PETECA CAIR!

Eu não VOU DEIXAR A PETECA CAIR!

Eu NÃO VOU DEIXAR A PETECA CAIR!

EU NÃO VOU DEIXAR A PORRA DA PETECA CAIR!!!!

Ou eu não me chamo CLEIDOCA. :)

Tuesday, 16 August 2011

"Se conselho fosse bom, não se dava, vendia."

Recebi hoje um email e fiquei pensando sobre a história que eu li. Isso já rola há cerca de um ano. Sabe aqueles amores mal resolvidos? Ambos se gostam, mas vivem aquele ditado: quando um não quer, dois não fazem. O passado de um é triste demais e a conseqüência disso é um presente cheio de assombrações. Sei bem como é isso.

Queria que fosse fácil pra mim ou pra qq pessoa enfrentar os medos, as angústias. Queria que a vida fosse como uma novela ou um filme romântico em que o bem sempre vence o mal e o amor prevalece. Mas dificilmente é assim. Na realidade, é o que a gente passa na vida que constrói a nossa personalidade. E daí, o destino às vezes traz alguém que resgata o que está escondido, quase gritando e esperando apenas pela mão que vai trazer de volta toda a vontade de se entregar.

Penso eu que esse caso só irá ter um fim qdo finalmente um tiver que partir. E o triste é que isso não deve demorar pra acontecer...

Depois que li esse email, lembrei desse texto que circula na internet. Acho bonitinho e verdadeiro.

"Se conselho fosse bom, não se dava, vendia", né? Já ouvi muitas vezes. Mas quem sabe o velho apaixonado não tem razão? Se vive algo semelhante, espero que as palavras a seguir estimulem você a tomar a atitude certa. :)

E pra pensar na cama: já esteve num lugar, no meio de uma multidão, com todos se divertindo à sua volta, mas sentiu falta só de UMA pessoa? ;-)


"Conselho de um velho apaixonado

Quando encontrar alguém e esse alguém fizer
seu coração parar de funcionar por alguns segundos,
preste atenção: pode ser a pessoa
mais importante da sua vida.

Se os olhares se cruzarem e, neste momento,
houver o mesmo brilho intenso entre eles,
fique alerta: pode ser a pessoa que você está
esperando desde o dia em que nasceu.

Se o toque dos lábios for intenso, se o beijo
for apaixonante, e os olhos se encherem
d'água neste momento, perceba:
existe algo mágico entre vocês.

Se o 1º e o último pensamento do seu dia
for essa pessoa, se a vontade de ficar
juntos chegar a apertar o coração, agradeça:
Algo do céu te mandou
um presente divino : O AMOR.

Se um dia tiverem que pedir perdão um
ao outro por algum motivo e, em troca,
receber um abraço, um sorriso, um afago nos cabelos
e os gestos valerem mais que mil palavras,
entregue-se: vocês foram feitos um pro outro.

Se por algum motivo você estiver triste,
se a vida te deu uma rasteira e a outra pessoa
sofrer o seu sofrimento, chorar as suas
lágrimas e enxugá-las com ternura, que
coisa maravilhosa: você poderá contar
com ela em qualquer momento de sua vida.

Se você conseguir, em pensamento, sentir
o cheiro da pessoa como
se ela estivesse ali do seu lado...

Se você achar a pessoa maravilhosamente linda,
mesmo ela estando de pijamas velhos,
chinelos de dedo e cabelos emaranhados...


Se você não consegue trabalhar direito o dia todo,
ansioso pelo encontro que está marcado para a noite...

Se você não consegue imaginar, de maneira
nenhuma, um futuro sem a pessoa ao seu lado...

Se você tiver a certeza que vai ver a outra
envelhecendo e, mesmo assim, tiver a convicção
que vai continuar sendo louco por ela...

Se você preferir fechar os olhos, antes de ver
a outra partindo: é o amor que chegou na sua vida.

Muitas pessoas apaixonam-se muitas vezes
na vida poucas amam ou encontram um amor verdadeiro.

Às vezes encontram e, por não prestarem atenção
nesses sinais, deixam o amor passar,
sem deixá-lo acontecer verdadeiramente.

É o livre-arbítrio. Por isso, preste atenção nos sinais.
Não deixe que as loucuras do dia-a-dia o deixem
cego para a melhor coisa da vida: o AMOR !!!"


Thursday, 11 August 2011

♫ Sorri, sou rei ♫

Assumir uma postura, um papel exige responsabilidade e coragem. Dependendo da ação, a conseqüência pode vir a ser a perda de algo ou alguém importante. Feliz ou infelizmente, não se pode ter tudo. Nada pode ser imposto. Eu acredito, porém, no respeito e na vontade. Eu acredito no companheirismo e na lealdade. Eu acredito na compreensão e , principalmente, na reciprocidade. 

Não penso que haja vítimas. Pra mim, existem circunstâncias, razões que justificam um ou outro comportamento. E, como eu digo sempre, nada como o tempo para fazer com que as coisas se ajeitem e a realidade seja aceita e/ou compreendida. Conforme o tempo passa, das duas, uma: ou o que era, volta a ser, ou se transforma.

Agora, curto o som:

 

Sunday, 7 August 2011

Afinal de contas, o que é certo?


Pensar e se preocupar com o outro em detrimento do que considera o bem para si mesmo e com isso sofrer? Ou pensar em si mesmo e revelar a honestidade do ditado doa a quem doer e com isso seguir com a consciência tranqüila? A verdade dói, né? Alguma vez você já teve medo de ouvir a verdade? Eu já. Porém, acho que ela é uma dor mais passageira do que a dor de sentir-se responsável pela tristeza de alguém.
Por que é tão difícil entender que nem sempre a importância que vc dá para determinado assunto também será dada pelo outro da mesma forma?
Você acha que nunca magoou ninguém porque você diz a verdade? Ou você quer acreditar que porque você diz a verdade isso te livra de qq responsabilidade pela dor do outro?
Isso parece um pouco confuso, né? Mas fica aqui o registro de um pensamento... confuso.



VERDADE 
Acepções
substantivo feminino
1    propriedade de estar conforme com os fatos ou a realidade; exatidão, autenticidade, veracidade
Ex.:

1.1    a fidelidade de uma representação em relação ao modelo ou original; exatidão, rigor, precisão
Ex.: a v. de um quadro, de uma foto
2    Derivação: por extensão de sentido.
     coisa, fato ou evento real, verdadeiro, certo
Ex.: o que eu contei corresponde à v.
3    Derivação: por extensão de sentido.
     qualquer idéia, proposição, princípio ou julgamento que se aceita como autêntico, digno de fé; axioma, máxima
Ex.: as v. de uma religião, de uma filosofia
4    Derivação: por extensão de sentido.
     procedimento sincero, retidão ou pureza de intenções; boa-fé
Ex.: agir com v.
5    Derivação: sentido figurado.
     o que caracteriza algo ou alguém; caráter, feitio
Ex.: demonstrar a sua própria v.
6    Rubrica: filosofia.
     correspondência, adequação ou harmonia passível de ser estabelecida, por meio de um discurso ou pensamento, entre a subjetividade cognitiva do intelecto humano e os fatos, eventos e seres da realidade objetiva
7    Rubrica: filosofia.
     no nietzschianismo e pragmatismo, pluralidade inesgotável e freq. contraditória de enunciados ou discursos que, em vista de suas conseqüências práticas, se revelam úteis ou favoráveis aos interesses de indivíduos, grupos, ou da humanidade em geral 



MENTIRA
Acepções
substantivo feminino
1    ato ou efeito de mentir; engano, falsidade, fraude
2    hábito de mentir
Ex.:

3    afirmação contrária à verdade a fim de induzir a erro
Ex.:
4    qualquer coisa feita na intenção de enganar ou de transmitir falsa impressão
Ex.: uma teoria elaborada à base de mentiras
5    pensamento, opinião ou juízo falso
Ex.: neste país, tudo é m. e presunção
6    Derivação: por extensão de sentido.
     aquilo que é enganador, que ilude, que se aproxima da verdade ou é real apenas na aparência; ilusão, fábula, ficção
Ex.: a felicidade é uma m.
7    Regionalismo: Brasil. Uso: informal.
     pequena mancha branca nas unhas; albugem, leuconiquia
8    Rubrica: culinária. Regionalismo: Rio de Janeiro.
     biscoito preparado com massa de pão-de-ló, na forma de um pequeno disco; mentirinha
9    Rubrica: culinária. Regionalismo: Minas Gerais.
     pastel desprovido de recheio



HONESTIDADE
Acepções
substantivo feminino
1    qualidade ou caráter de honesto, atributo do que apresenta probidade, honradez, segundo certos preceitos morais socialmente válidos 2    característica do que é decente, do que tem pureza e é moralmente irrepreensível; castidade 

EGOÍSMO
Acepções
substantivo masculino
1    amor exagerado aos próprios valores e interesses a despeito dos de outrem
2    exclusivismo que leva uma pessoa a se tomar como referência a tudo; excessiva vaidade, pretensão, orgulho, presunção
3    Rubrica: ética.
     no kantismo, paixão humana fundamental, que consiste na submissão do dever ao interesse particular, em detrimento da obediência à lei moral
     Obs.: cf. amor-próprio
4    Rubrica: ética.
     no nietzchianismo, sentimento cuja plenitude está restrita ao homem nobre e incomum, capaz de compreender o mundo do ponto de vista exclusivo de seu próprio interesse, o que equivale, no campo da ética, ao perspectivismo interpretativo no âmbito da cognição
5    Rubrica: psicologia.
     atitude ética ou social que parte do princípio de que o móvel fundamental de todo pensamento ou ação (morais) é a defesa dos próprios interesses
     Obs.: p.opos. a altruísmo
6    Rubrica: psicanálise.
     interesse que o ego tem por si próprio


ALTRUÍSMO
Acepções
substantivo masculino
1    Rubrica: filosofia.
     segundo o pensamento de Comte (1798-1857), tendência ou inclinação de natureza instintiva que incita o ser humano à preocupação com o outro e que, não obstante sua atuação espontânea, deve ser aprimorada pela educação positivista, evitando-se assim a ação antagônica dos instintos naturais do egoísmo
1.1    amor desinteressado ao próximo; filantropia, abnegação 

Monday, 1 August 2011

Sobre quem a gente tem na vida...


Dia desses, conversei com um rapaz no msn que conheci em Dublin, o Daniel. Nosso encontro lá foi feito por intérmédio do Doc, que trabalhou comigo na samsung, e lá trocamos trocamos meios de contato. Na conversa, de pouco tempo, pois era quase a hora de almoçar e ele estava no trabalho, ele me deu o depoimento de como foram os primeiros dias pós-irlanda. Acho que as sensações são muito parecidas e fico aliviada de saber que não sou a única a ter os sintomas...

Antes de vir pra cá, um dos meus maiores medos era pensar na convivência em casa. Tinha receio que, depois de conquistada minha independência, eu tivesse que voltar pro Brasil e também no tempo, um tempo em que, apesar dos meus 28 anos da época, minha mãe gostava muito de me controlar.

Meu receio era tão grande de que nossa relação mãe e filha fosse abalada, que de lá mesmo eu comecei a prepará-la dizendo: eu não sou mais a mesma Cleide que saiu daí há três anos. Talvez por ter agido assim, tenho percebido que ela se esforça pra respeitar meu espaço. Isso é bom e colabora para que esse momento seja menos torturoso.

Voltar de uma experiência como a nossa, envolve muitas coisas. Envolve desapegar-se do que ficou lá, das pessoas com as quais nos relacionamos, do mode de vida, do nosso canto, do poder de consumo... E desapegar não é o mesmo que esquecer, é apenas deixar de lado por ser a única maneira que vc tem de seguir adiante, de caminhar.

Voltar de uma experiência como a nossa, também envolve o que a gente vai encontrar quando chegar. Envolve saber se as mesmas pessoas que te escreviam no facebook e deixavam mensagens de saudade vão fazer o mínimo esforço para te encontrar. Se as expectativas positivas de trabalho vão mesmo se concretizar. Se a família vai entender que você "cresceu" e por isso não é mais a menininha ou menininho que partiu para uma aventura e trouxe uma bagagem ainda maior de aprendizado, de maturidade.

Cada um tem sua vida e as condições em que se encontra reflete muito no bem ou mal-estar que pode viver. Eu sei que enquanto eu não estiver trabalhando e reconquistar meu espaço, ainda vou sofrer com as
dificuldades de adaptação.

Nunca foi como uma obrigação, mas trabalho desde os meus doze anos. Meus pais sempre tiveram comércio e eu sempre estive envolvida com eles de uma forma ou de outra. Hoje, aos quase 32, fico bem triste quando me vejo ociosa. Vejo em como o tempo passa e em quão grande é minha vontade de trabalhar, de explorar o meu talento (seja ele qual for), e nada acontece.

Sim, eu estou me dedicando na procura. A minha idéia, desde o início, é garantir uma vaga na área de comunicação. Passei tanto tempo da minha vida me dedicando ao estudo do jornalismo, que fico chateada de pensar em não pensar nisso. Exatamente assim, como eu disse mesmo. Porém, passado quase um mês de retorno, não me vejo em condições de esperar e então começo a atirar para o que aparecer. Meu tempo é precioso demais para ficar à mercê do destino.

Quando eu saí da Irlanda, me lembro de ter tido uma conversa em que eu disse que o que viria pela frente seria bem punk e que eu precisava ter do meu lado pessoas que fossem firmes. Que não desistissem de mim no meio do caminho. Hoje, sou muito grata àquelas que são peças-chave nesse jogo: minha mãe, que me ajuda, me apóia e tem respeitado meu momento; à claudinha que, por ter feito parte daquele mundo e compartilhar do mesmo sentimento que eu, se dispõe a me ouvir e trocar experiências, de modo que traga um certo "alívio" pro momento; ao AL, que prefiro não citar nome pq ele tem horror à exposição, mas que, até mesmo enquanto eu estava lá, sempre me deu liberdade e segurança para tratar de assuntos pessoais delicados e importantes e até hoje colabora pra que me sinta melhor. E, por último, à minha tão querida amiga e guerreira, Olívia, que está sempre à postos e com quem eu posso dividir tudo.
Eu nunca fui de muitos amigos, mas sou bem amparada pelos poucos que tenho.

Estou trabalhando meu lado espiritual. Depois de um tempo namorando um ateu, fiquei muito influenciada por alguns pensamentos. Agora me sinto vazia e como se não tivesse pra onde correr. É uma sensação bem estranha.

Esse foi mais um bocadinho de coisas que eu tinha pra contar...

Cleidoca

A criatividade do brasileiro

Marcio, Herbert e Rodrigo
Hahaha. Esse blog tá longe de querer ter popularidade. Eu uso a ferramenta como um diário, onde exponho alguns dos momentos que eu vivo ou até mesmo algumas histórias que amigos compartilham comigo. A última, por exemplo, acho que vale ser contada. Vai parecer um tom jornalístico, mas tá longe disso. É só pra registrar mesmo a brincadeira desses meninos...



Mesmo não vivendo nas melhores condições, o brasileiro se vira bem pra ganhar a pint nossa de cada dia. :)
Esse é o caso dos estudantes Herbert Zago, 26, Rodrigo Coelho, 27, e Marcio Bührer, 28. Os três foram para Irlanda atrás da fluência no idioma inglês e hoje estão se virando como podem pra garantir o aluguel da moradia e se divertirem nas noites do verão europeu sem remorsos. 

O mais velho de casa é o Marcio. Está em Dublin há um ano e três meses. Formado em Propaganda e Mkt, deixou o emprego seguro em SP e embarcou pra Europa em busca de aventura. Como quase todo estudante que vive por lá, precisa trabalhar pra pagar as contas. Já foi faxineiro, lavador de pratos e até chefe de cozinha. "São as coisas às quais nos dispomos por aqui, mas que são muito importantes para o fortalecimento de nossos valores, disse.
Rodrigo, administrador de empresas e ex operador de ações da bolsa de valores de SP, não tem uma história diferente. Exceto pelo tempo em que está lá, pouco menos de quatro meses, e por até hoje não ter conseguido uma vaga de emprego. A idéia é ter uma vivência no exterior e aprimorar o inglês.
O filho único da Dona Claudia, campineiro e analista de sistemas, Herbert, chegou em Dublin em Março deste ano e o que conseguiu até agora foram trabalhos esporádicos como servente de pedreiro, vendedor de jornal e até dançarino de forró. :)
O bacana desses três rapazes, é que de uma reunião entre amigos, surgiu uma idéia engraçada: a de se vestirem de homens "sombra" e partirem para a Grafton Street revelar o talento artístico que tem dentro de cada um...rs...Parafraseando o dito popular, de médico e artista, todo mundo tem um pouco. 
Com apenas quinze euros, compraram as roupas e a maquiagem. - Salve a Penneys, disse o Marcio! -  E salve mesmo! Agora passam horas acordados, criando as apresentações pro dia seguinte.
Acreditem, já ouvi muitos depoimentos de artistas que ganham uns bons trocos expondo o talento na famosa rua de Dublin. Há quem diga que já pagou o aluguel do mês com apenas algumas horinhas durante a semana.
O fato, minha gente, é que esse povo é feliz e agora tá fazendo os outros rirem no meio da rua, pois já ouvi dizer que foi um sucesso.
De cada momento difícil, tiram um lição de vida e ficam certos de que voltam dessa experiência mais fortes, mais maduros e cheios de histórias pra contar. É isso aí! Esperamos vocês aqui. :)
Beijocas da Cleidoca.




Thursday, 28 July 2011

Sunday, 24 July 2011

A Claudinha e o forró

Alguém já fez um post gigaaaaaante contando sobre uma puta experiência e, sem querer, deletou, apagou tudo, tudinho???? Que ódiooooooooo!!!
Pronto, desabafei!
Esse post sobre a vinda da Claudinha vai ficar pra depois. Humpf!

Tuesday, 19 July 2011

O sertão que não é sertão

Eu gosto de viajar de ônibus. Fazia um bom tempo que eu não circulava pelas rodovias das bandas de cá e as quatro horas que se seguiram partido do Terminal Rodoviário Tietê até chegar ao meu destino, me permitiu curtir a paisagem e ficar pensando na vida. Gostei!

Sertãozinho é uma pequena cidade de 418km², com cerca de 110 mil habitantes e localizada no nordeste de SP, bem próximo a Ribeirão Preto.  Por pura ignorância, eu só vim conhecer um pouco mais do lugar quando ainda morava em Dublin e encontrei metade da população sertanezina - ops!, digo, encontrei a Claudinha, o Fabiano, O João, a Fabiana...rs
E foi por causa deles que eu fui pra lá no fim de semana. O convite rolou qdo eu ainda estava na Irlanda. O Fabiano, que veio pra cá no mesmo dia em que eu vim, seria padrinho da sobrinha dele e me convidou pra participar do batizado. A decisão de ir só aconteceu aqui. E valeu a pena!
Cheguei em Sertãozinho no começo da noite de sábado. A Claudinha deveria estar me esperando na rodoviária, mas, adivinhem! Ela estava atrasada. Por causa disso, levou uma bronca da Dona Madalena...hihihi, bem-feito! :)
Superado o atraso da minha amiga querida, fomos pra casa. A Claudinha fez lazanha, gente! Eu nunca tinha visto a danada cozinhando, mas mandou bem na receita, apesar da canela...rsss
Como ela me disse há poucos dias, tão bom poder conversar com quem acompanhou a nossa vida de lá. Eu ainda estou fresca, acabei de chegar. Ela chegou há exatamente um mês, então, imagina o tanto de coisa que tinha pra falar e pra ouvir? Desabafos, confidências, experiências, descobertas, expectativas do que vem pela frente...foi uma boa terapia.
E essa terapia eu diria que foi um pouco além da minha relação com a Claudinha. É bom a gente se sentir querido, né? Ainda mais assim, de graça. A família Sposito foi ótima comigo. Todos foram super atenciosos. Eu já quase me senti parte da família, pode isso???..rsss..Nada como o aconchego de um lar amoroso...
A noite se estendeu em família. E foi até às 4 da manhã. Eu, claro, não aguentei e fui dormir mais cedo. Só no dia seguinte que soube da hora em que acabou a festa. :)








No dia seguinte, o batizado. Acordamos cedo e fomos pra Igreja e depois o churrasco. Conheci toda a família Casaroti. Estavam todos numa energia boa. Acho que a alegria maior era porque o "Nim" estava por aqui. Todo mundo feliz! Até dupla sertaneja tinha por lá. Foi bem gostoso de ver.
Como tive coragem de sair com a minha câmera - e ainda bem que fiz isso- em apenas dois dias foram quase 650 fotos. Claro que desse número muita coisa eu deleto, mas imagina se não me diverti com os cliques?! :)













Bom, esse é um post de agradecimento mais do que um relato. Foi por causa da Claudinha e do Fabiano que fiz novos amigos.
Eu ainda tô passando por uma fase complicadinha. Ainda tô tristinha com toda essa mudança na minha vida e com a ausência de algumas pessoas. Participar de eventos assim e estar entre aqueles que me querem bem, me deixa feliz
Obrigada aos dois pelo convite e às famílias pela recepção. Nos veremos em breve novamente. :)

Palavras de hoje...

Hoje eu tô tristinha. :(


PERSONALIDADE
substantivo feminino
1    qualidade ou condição de ser uma pessoa
2    o conjunto de qualidades que define a individualidade de uma pessoa moral
3    aspecto visível que compõe o caráter individual e moral de uma pessoa, segundo a percepção alheia
Ex.: era visto como uma interessante p.
4    aquilo que diferencia alguém de todos os demais; qualidade essencial de uma pessoa; identidade pessoal, caráter, originalidade
Ex.: a marca de sua p. era inconfundível
5    aspecto que alguém assume e projeta em público; imagem
Ex.: com seu recente modo de interpretar, lançou uma nova p.
6    conjunto de características que distingue uma pessoa, um grupo de pessoas, uma nação
Ex.: a p. lusitana
7    Derivação: sentido figurado.
     algo que reflete ou é análogo a uma distinta personalidade humana ( p.ex.: a atmosfera de um lugar, de uma coisa)
Ex.: a p. de seu apartamento
8    indivíduo notável por sua situação ou atividade social; celebridade
Ex.: um avião cheio de personalidades
9    Rubrica: psicologia.
     conjunto dos aspectos psíquicos que, tomados como uma unidade, distinguem uma pessoa, esp. os que diretamente se relacionam com os valores sociais




INDIFERENÇA
Acepções substantivo feminino
1    estado de tranqüilidade daquele que não se envolve com as situações, boas ou más; desprendimento
Ex.: via a morte com total i.
2    falta de interesse, de atenção, de cuidado; descaso, desinteresse, negligência
Ex.: indiferença pela dor alheia
3    ausência de comoção ou interesse para com qualquer estímulo; apatia, indiferentismo, ataraxia
4    estado daquele que não se deixa conduzir por sentimentos arrebatadores como amor, ódio, raiva etc.; distanciamento, frieza
4.1    ausência de interesse com relação a um ser ou aos homens em geral, esp. pela pessoa em quem se inspira amor; frieza, desinteresse
Ex.: <só recebia i. no lar paterno> <fingia i., mas seu coração descompassava-se quando a via>
5    sentimento de altivez; falta de consideração; desdém, menosprezo
Ex.: nem a falência financeira fê-lo perder a i. para com os empregados


Etimologia
lat.tar. indifferentìa,ae 'indiferença'; cp. fr. indifférence (1372) 'estado físico que não apresenta nada de particular'; ver -fer-; f.hist. 1702 indifferença, 1913 indiferença

Sinônimos
apatia, atambia, ataraxia, desinteresse, displicência, distração, frieza, impassibilidade, inércia, insensibilidade, marasmo, negligência; ver tb. sinonímia de desleixo e desprezo

Antônimos
amor, atenção, benevolência, braseiro, brasido, brio, comiseração, consideração, decisão, deliberação, determinação, diligência, ebulição, efervescência, empenho, energia, entrega, entusiasmo, fanatismo, fervença, fervência, fervor, impetuosidade, interesse, obsessão, paixão, resolução, seriedade, simpatia, solicitude, veemência, vigor, vivacidade, zelo; ver tb. antonímia de desleixo e desprezo e sinonímia de ardor
fonte: dicionário houaiss da língua portuguesa

Wednesday, 13 July 2011

Sou titia :)



Ontem, voltei pra casa pensando na vida. Em como ela passa rápido e a gente nem percebe...


A Rê é minha amiga de infância, minha irmã. A primeira pessoa que eu conheci quando me mudei pra esse bairro e uma das primeiras com que fiz amizade na escola. Me lembro que comecei a estudar no Oswald de Andrade no 3º ano do primário, mas não consigo me lembrar como foi a nossa aproximação. Rê, talvez sua memória esteja melhor que a minha...rs
É engraçado pensar que alguns sentimentos e pessoas nunca mudam, né? Pouco antes de ir viajar pra Irlanda, tivemos um encontro. Eu, Nilminha e a Rê. Eram vinte anos de amizade. Cada uma seguiu por um caminho, mas os laços não foram rompidos. E, ontem, eu fui visitar o meu sobrinho, gente! O primeiro filho da minha grande e querida amiga. Havia três anos que não nos encontrávamos. Na minha visita a SP em 2010, não tive chance de fazer isso acontecer e daí a saudade só aumentou durante esse tempo distante.

Ontem conversamos sobre tudo. E fiquei muito feliz em vê-la bem, realizada. É claro que a gente sempre quer melhorar, mas ela tem todo potencial pra ir longe e conquistar tudo o que ela deseja.

A Rê foi uma das pessoas essenciais na minha ida pra Irlanda. Sabe aqueles momentos em que a barra aperta e vc precisa, urgentemente, falar com alguém. Ela sempre me ouviu, sempre teve algo pra me dizer.
 É por essas e por outras que eu quis registrar o momento. Ela nem sabe, mas me emocionei qdo a vi. Meu coração disparou. E me segurei pra não chorar num momento em que segurei o filhote dela nos braços.


Emoção de voltar ao passado e saber que no presente ele é tão parte das nossas vidas. :)
Que os anjos abençoem o pequeno Miguel. E que a família cresça mais feliz e sempre, sempre com muito amor.

Amo você, Rê. :)

Sunday, 10 July 2011

Reencontro

As malas chegaram! Meu maior medo era de que alguma coisa minha tivesse desaparecido, mas não tive problemas com isso. :)

Agora, meus caros, se me deu trabalho fazer as malas, desfazê-las não fica pra trás. Logo que cheguei em casa, tive que colocar em prática o desapego novamente. Mas, desta vez, foi mais fácil. Havia coisas no meu guarda-roupas de três anos atrás. O lixeiro saiu carregando 7 sacos de lixo gigantes. E depois de dois dias envolvida com essa limpeza, está feito. Essa parte me livrei. É tempo de jogar fora o velho para dar espaço ao novo. :)

Ainda não tive muita chance de sair de casa. Apenas na sexta reencontrei algumas poucas pessoas. Foi muito bom, pq percebi que as coisas não mudaram. Como diz o Diego Heinz referindo-se às amizades, "os bons, são para sempre".








O encontro foi no velho Rasgueira. Velho que agora está novo. Eu gostava mais do ambiente antigo, com cara de boteco mesmo.

Claro que como boa brasileira recém-chegada de outra parte do mundo, me assustei com os preços. Eu não vou pirar com essas coisas, mas eu não tenho como fugir dessa minha reação. É coisa de assustar mesmo.


A parte boa é que tem coisas que só a nossa terra tem: me deliciei com os pastéis de carne seca com catupiry. Bom demais!!!! :):):):)):):)




Enquanto as coisas não se ajeitam, não dá pra ter certos prazeres. Diante disso, as portas da minha casa ficam abertas...rs... As saídas serão raras.

O foco agora é emprego, então, dedos cruzados por mim. :)

Hoje tiro o dia pra responder às mensagens que chegaram e eu ainda não tive chance.
E quem ler o blog e ainda não me tiver no skype, aí vai: cleide.nascimento1979

O retorno

O último dia em Dublin, por mais que eu tenha tentado me organizar antecipadamente, ainda foi cheio de tumulto. Eu estava bem cansada e desgastada por conta das malas. Nunca mais quero me mudar pra outro país, a não ser que eu tenha muita grana sobrando pra poder bancar os excessos. Por fim, tive que deixar algumas coisas para trás. Uma prática do desapego que até então não combinava muito comigo. Óbvio que é bom deixar de lado algumas coisas que só fazem peso, porém, o problema está no valor sentimental...rs...daí sofro por ter de me livrar depois. Aummm...respira, Cleidoca. :)

Quando cheguei no aeroporto com as 4 malas já ultrapassando os 32Kg permitidos, lá vou eu abrir a todas elas. E tira roupa daqui e coloca ali e vai pra mala de mão...eu já não tinha mais braços nem pernas nem colunaaaa!!! A minha mochila tinha 20 kg, aproximadamente. A minha bolsa, 6kg. Imagina carregar isso nas costas, depois de estar atrasada? Será que eu bato o recorde em ser desastrada? Imagina ter de carregar isso correndo pra dar tempo de passar no tax free e depois encontrar o portão de embarque...Foi muita coisa pra uma mente e um corpo cansados e com fome. Sim, pra variar, estava de estômago vazio. Quase desmaiei o aero de fraqueza e tensão.
Passado esse sufoco, qdo pensei que tudo estaria tranquilo e resolvido, na hora do embarque, a comissária me diz que eu não poderia entrar com a minha mochila, pois estava grande demais. Lá vou, novamente, tirar coisas e dividir entre os outros brasileiros que voltavam no mesmo vôo.

OK! Consegui entrar no avião. Menos de 10 minutos e eu apaguei. Dormi até chegar em Londres. Acordei sem muita noção do horário, e então me disseram que o avião ficou dando voltas antes de aterrisar e, por conta disso, estávamos atrasados. Lá vou eu, de novo, atravessar aquele aero gigante, correndo, com as bolsas mega pesadas...rs
Embarcamos. Me senti como se fosse uma sardinha, sentada na fileira do meio, com quatro poltronas. Consegui cochilar alguns minutos. Por causa do ar-condicionado, meu nariz e garganta ressecam demais e então senti muita sede. Sofri com dificuldades pra respirar. Mas e a vergonha de pedir licença pra ir buscar água? Achei q o serviço de bordo pecou um pouco nesse caso. Eles serviram o jantar e depois esqueceram da gente. Foram servir água qdo já havia amanhecido o dia. Humpf!

Chegamos. Eu já estava preocupada com as malas. Como nossa conexão foi muito curta em Londres, desconfiava que nossas malas não viriam conosco pois eles não teriam tempo suficiente para transferir as bagagens de uma aeronave pra outra. Dito e feito. Porém, tive que esperar cerca de três horas para sair do aeroporto. Essa primeira impressão de Brasil não é legal. Baita lentidão no atendimento. Só que esse foi o meu caso. Meus flatmates, Adri e Beto, além de perderem o vôo para Porto Alegre, que seria logo na seqüência, só deixaram Guarulhos às 2 da tarde. Sacanagem!

Depois de tudo isso, encontrei meu irmão e viemos para casa. De certa forma, como disse ele, ter saído um pouco mais tarde do aeroporto nos poupou do trânsito das marginais e chegamos em casa até que bem rápido.

É bom estar de volta, mas ainda estou tomada por uma sensação estranha de não estar no meu canto. É como se aqui não fosse mais minha casa, mas a casa da minha mãe e me sinto como uma visita.

É uma delícia ver a baixinha mais linda do mundo. Minha mãe é uma fofa, gente. O pouco tempo que tivemos pra conversar (sim, estamos em SP e a vida dela não pára), ela sempre tem uma palavra que me motiva e me tranquiliza. Ontem, antes de ir dormir, recebi o colo que eu tanto precisava... Essa é a Dona Rita... :)

Thursday, 7 July 2011

DESPEDIDAS

Eu não gosto de me despedir. Dizer tchau pra alguém que a gente gosta e sabe que não vai ver por um longo tempo sempre dá um aperto danado no coração.
Na última semana fiquei me perguntando pq me privei de tantos momentos bons... Eu poderia ter curtido bem mais... porém, no entanto, todavia, chorar pelo leite derramado não vai me trazer o passado de volta pra fazer diferente. Como eu sempre digo, a única coisa que a gente pode mudar é o futuro. E é por isso que eu valorizo tanto os últimos momentos em Dublin. Foi por isso que eu quis mesmo deixar as pessoas fazerem mais parte da minha vida nesse período. Foi como me permitir trazer comigo mais memórias lindas de momentos incríveis e com pessoas especiais. Tudo valeu a pena. Os passeios, as músicas, as risadas, as inúmeras fotos, as brincadeiras...e tudo isso de uma forma tão saudável, tão ingênua. Como eu poderia deixar isso passar, não é? ;)

No domingo, a reunião dos queridos no Odeon. Dancei, toquei, dei tchau, recebi até homenagem do Robson. Pena que ninguém gravou. :(



Na segunda, partimos eu, Ju, Ernani e Mari a caminho de Glendalough. Não houve nada muito diferente dos nossos encontros eventuais, mas foi especial. Além do mais, era tudo o que eu mais queria: ter um dia ensolarado de folga para registrar com fotos. Consegui!


Na terça, almoço com a Flavitcha e a Tânia e com direito a ganhar um bolo de brigadeiro sensacional (ela adora me engordar).


Depois jantar com Gabri e Juliana, especialmente preparado por eles. :)



E, mais tarde, depois de qse tudo pronto, encontro com amigos em casa. Como nunca bebo, experimentar uma cachaça gaúcha foi o suficiente para deixar tudo mais engraçado, mais alegre. Ri muito.

Outra coisa bacana que vale citar é que eu sempre disse e assumi que não sou DJ. A coisa toda aconteceu pra quebrar um galho pela falta de alguém que entendesse da coisa, porém, foi bem gostoso ver o pessoal aplaudir no fim das festas e também ouvir alguém dizer: mandou bem. Claro que tecnicamente eu tô longe de ser talentosa, mas eu me virei nos trinta. :) E ter tido a chance de fazer esse trabalho, além da grana extra q recebi, eu conquistei também outras tantas pessoas queridas pra perto de mim. Acho que perdi um pouco a timidez e deixei um pouco de lado minha "anti-sociabilidade"(hahaha)... A gente sempre pode melhorar. :)


Por enquanto, é isso. Fica aqui o registro dos últimos momentos e o meu agradecimento mais sincero para: Nara Maria, Antonio Bulhões, Robson Rocha, Sabrina Harder, Juliana Brisola, Gustavo Oliveira, Dani Brizzi, Alicja Misiak, Juliana Azevedo, Gabrielle Scotto, Herbert ZAgo, Rodrigo Coelho, Alina Gazdieva, Feijão, Gilvano, Gustavo Cardoso, Adriane Gehardt, Beto Magarinos, Ernani Lemos, Juliana Yonezawa, Mari Rampazzo, Fabiano Casaroti, Paula Mota, Paulina Kozyra, Neide Mota, William Morais, Danny Palmeira, Nathy Telino, Diego, Claudia Ribeiro, Claudinha Sposito, Lucia dos Santos, Marcio Buhrer, Renata Brasil, José Carneiro, Alexandre e Drika, Lucia dos Santos, Melissa Ruano, Manpreet Bajwa.

A gente ainda se encontra nesse mundão de meu Deus. :)

Com saudades,
Cleidoca :)

Wednesday, 29 June 2011

AGRADECIMENTO ESPECIAL

10 da manhã. Agora eu começo a sentir um pouco de sono e já já tenho de sair pra ir trabalhar. Isso não é justo...rs
Passei boa parte do tempo escrevendo esse post. Eu tô mto sensível, gente, pq por qq coisa que eu me lembre, eu só choro...rssss..Sou uma bobona mesmo.
Esse texto é pra falar de algumas pessoas muito queridas e que foram muito importantes pra mim nesse tempo de Irlanda. Não significa, com isso, que os nomes que não são citados não sejam especiais. Todos são, mas alguns, em particular, estiveram mais presentes e participaram mais da minha vida.
São eles:

Adri e Beto. Eu me lembro até hoje do primeiro dia em que vi a Adri e o Beto. O encontro foi na casa da Ms Catherine, a nossa host mother. Em um certo momento, a Adri entrou no meu quarto e depois de algumas palavras e me disse: meu nome é Adriane, mas tu pode me chamar de Adri. Naquele mesmo dia já nasceu a amizade. Ficamos 15 dias morando no mesmo lugar. A princípio pensamos em morar juntos, mas no início havia uma preocupação diferente. Cada um tinha seu objetivo e seu tempo pra correr atrás das coisas. Mas, mesmo não tendo sido naquele instante, foi depois. Quase um ano depois de Irlanda, vim parar na mesma casa que eles moram. E eu me lembro que ela me disse no primeiro dia: Cleide, tu não te preocupa que agora tu só vai sair daqui pra ir embora pro Brasil. Dito e feito! E nestes três anos em que passamos aqui, eles foram as pessoas que tb mais me ajudaram e me apoiaram em situação em que mais precisei. Foram minha família. Tanto foi assim que qdo anunciaram a volta, eu não me vi mais chanca de ficar aqui mais tempo e sozinha, então tomei a decisão de tb ir embora. Dia 6 seguimos juntos agora rumo ao aconchego dos nossos familiares e em busca de novas conquistas. Não somos da mesma cidade, mas fica a promessa de que nos encontraremos muito em breve, afinal, eu recebi convite de casamento diretamente de Novo Hamburgo. :)
Obrigada, Adri e Beto, por terem feito parte da minha história na Irlanda. Obrigada por todo o apoio em todos os momentos em que mais precisei de alguém. Eu nunca vou esquecer vocês.

Robson, meu querido, vc chegou de mansinho e foi logo se instalando. Fico feliz pela amizade carinhosa que surgiu entre nós. Não tenho nenhum amigo de infância aqui, mas as relações, para que existam, precisam começar. A gente não sabe o dia de amanhã, mas eu espero ainda te encontrar. Seja em Santos, em São Paulo, num retorno meu a Dublin...não importa o lugar.
Obrigada pelo carinho e atenção comigo principalmente nesta última fase. Valeu por todo o apoio.
Eu desejo intensamente que a vida lhe proporcione outros bons momentos e boas companhias. Que o seu destino lhe surpreenda trazendo tudo o que vc mais quer, mas se assim não acontecer, que vc abra as portas para que o novo entre e se dê a chance de ser feliz. As coisas já estão mudando. Tudo ficará mais fácil de agora em diante. E lembre-se de uma coisa importante: fique bem e vc atrairá coisa boa. Brilhe! Você é um maestro. :)

Agora o picareta dos picaretas. Eu me lembro ainda hoje do dia em que conheci o Fabiano. Eu estava na cantina da loja e ele ia participar de uma integração, pois tinha sido recém contratado. A princípio, não tive uma boa impressão. Aquele cara com um rabinho no cabelo me pareceu um pouco antipático no início..rs.. Mas, conforme o tempo foi passando, não apenas eu mas todos os outros colegas dali, fomos contagiados pelo jeito palhaço de ser desta criatura. Eu defino o Pics como um artista. O cara canta, dança (mal, mas dança..rs), imita passarinho, faz papel de palhaço, é ator. Não há quem não esteja perto dele que não ria do que ele faz. É claro que ele não é só coisa boa, mas esse post não é pra apontar defeito... rss O post é pra falar de quem é especial e é assim que ele é pra mim. Um amigo especial. A gente já dividiu alguns momentos ruins. Ora eu ia chorar as pitangas. Ora ele vinha se derramar em lágrimas (haha.. essa parte é exagero). Mas o fato é que a gente já segurou a onda um do outro em algumas circunstâncias. E isso é bem legal e bem valioso pra mim. É por essas e por outras, Pics, que eu não vou te esquecer e vou te visitar em Sertãozinho qdo eu chegar no Brasa. :P

A vida da gente é assim: é feita de encontros. E foi num sábado frio, mas ensolarado, de Dublin que eu encontrei a Claudinha. A gente não conversou muito de início, mas foi ali que acabou o que foi mais importante pra que a relação de amizade que existe hoje pudesse começar: a má impressão que ela tinha ao meu respeito. É incrível como faz diferença a gente ter a chance de conhecer alguém pessoalmente e criar nossas próprias impressões ao invés de baseá-las no que ouvimos de outra pessoa. Fico bem feliz que isso tenha acontecido, pq foi um primeiro passo pra permitir essa união que existe hoje. A Claudinha também não é minha amiga de infânci, mas quem disse que precisa ser assim para que dure para sempre?
MInha querida, obrigada! Obrigada pelas horas ao meio da noite. Por aceitar tomar um chocolate quente no meio da madrugada e não sentir o tempo passar. Por ter sido tão ouvinte e ter me ajudado a superar uma fase tão ruim e tão triste que eu vivi aqui. Obrigada tb por ficar feliz quando eu fiquei feliz. Por me apresentar outras pessoas, por fazer com que o meu mundo se abrisse mais. Isso fez muita diferença na minha vida aqui, de verdade. No fim da história, vc acabou voltando pro Brasa antes de mim, mas isso só facilita pq já já eu sei que a gente vai se ver de novo, portanto, me aguarde! :)

Ernani e Ju. A amizade do Ernani e a da Ju eu trago de São Paulo. Mas mesmo já os conhecendo de uma data um pouco mais longa, de já ter participado de eventos juntos, foi aqui em Dublin que os laços se estreitaram. Em meio aos registros que eu tenho dos meus primeiros dias aqui, muitos tem o nome deles. Me orientaram, me motivaram, me ajudaram e, o principal, foram meus amigos. Quaisquer que fossem os meus problemas, eu sabia que eu poderia ligar e chorar as pitangas...rs...
Existem dois acontecimentos bem marcantes pra mim: o primeiro, que por sinal comentamos recentemente numa reunião na casa deles, foi da madrugada em que eu morava com três homens, e, numa noite em que um deles chegou bêbado em casa junto com dois amigos, eu tremia de medo para abrir a porta. Existe toda uma história por detrás disso, que agora não vou contar pq é muito extensa, mas eu já andava assustada e nessa noite eu liguei pro Ernani às três da manhã e ele me acalmou, ficou comigo no tel ate eu abrir a porta e ainda me ligou no dia seguinte pra saber se estava tudo bem. Pode parecer simples, mas, acreditem, não é com qq pessoa q eu pude contar aqui na época num momento desses.
A outra circunstância, não foi há muito tempo, na verdade. Eu tinha acado de sair de um evento em que passei apenas pra ficar alguns minutos. Eu estava num momento de tomar uma decisão importante. Estava ansiosa. Estava preocupada com uma notícia que havia recebido do Brasil e eu me senti perdida e só. Foi um momento em que eu desabei, no meio da rua, no meio da noite. Um momento em que eu não sabia o que fazer, mas eu chorava igual a uma criança. E criança, quando chora, pede logo colo. E foi aí que liguei pra Ju e pro Ernani. Eu falo sempre os dois, pq é engraçado que quando ligo pra eles, geralmente é assim: falamos os três. Ligam o viva voz e conversamos todos. O simples fato de saber que nessas horas a gente pode ligar, pode falar e sabe que vai ser ouvido, não tem o que dizer, é simplesmente o que faz toda a diferença.
Houve muitas outras ocasiões, festas, reuniões, registros, reportagens. Eles sempre estiveram comigo e me incentivaram.
Por tudo isso e por tudo o que eu não citei aqui, obrigada! Obrigada por tb terem sido minha família, por terem cuidado e por estarem sempre por perto. Londres logo vai ficar pequena. E plagiando as palavras da Japs: "o mundo é de vocês!" :)

Leonel. Ah, o Leonel. "Maktub", foi o que eu sempre disse. Eu acho que esse cara merece o espaço dele aqui. O fim da nossa história, infelizmente, não foi dos melhores, mas, depois de ter passado por cima de tudo o que aconteceu, vale o registro: ele foi extremamente importante na minha vida. E eu não ouso, apesar de qq coisa negativa, eu não ouso jamais dizer que ele não valeu a pena. O cara é meio filósofo. Tem idéias que são diferentes das de quase todo mundo. Inteligente. Culto. Opinioso e de personalidade forte. Mas é sensato - pelo menos na maioria das vezes. Tem bom caráter. Às vezes é meio perdido. O principal? Esteve comigo sempre. Me ouviu. Me ajudou. Me apoiou. Me deu colo. Ombro. Mão. Literalmente enxugou as minhas lágrimas. Não dá pra esquecer 2 anos. E desse tempo, eu levo comigo o que foi bom. Espero que um dia ele possa ler isto e pense como eu. Obrigada, Leonel. Por tudo mesmo. Inclusive pelo que vc abriu mão por minha causa. Espero que você tenha finalmente feito tudo o que veio fazer na Europa.

Flavia. A Flavia eu tenho como uma irmã mais velha. Eu geralmente sou um pouco orgulhosa com algumas coisas, mas é engraçado como me sinto à vontade pra aceitar muito do que vem dela (não tudo, claro). Embora com temperamentos diferentes, a gente se deu bem logo de início. E o mais interessante é que ela tem um espírito protetor e eu acho que foi nisso que me acolhi. É uma mulher tb inteligentíssima e muito culta. Ela dá uma aula sobre os temas que mais gosta. Estuda. Conhece. É responsável, séria. Sabe o que quer e luta pra conseguir. É correta, honesta. É sensível.
A Flavia cuidou de mim, gente! :)Como eu já disse, nada como uma Flavia Boaventura pra fazer comidinha pra mim. Ela é assim. :)
Obrigada, minha querida, por todos os seus sábios conselhos, por me mostrar caminhos e me dar possibilidades. Obrigada pelo ombro de ultimamente e por estar do meu lado.
Muita sorte pra você. Daqui pra frente, tudo será mais fácil e muito em breve vc vai aproveitar tudo o que merece. :)

E, pra finalizar, eu vou falar de alguém que me deixou muito triste nos últimos dias. Mas que o bom da vida é que temos o tempo. O tempo faz a gente esquecer as mágoas e cura feridas. Eu ainda não tô preparada pra dizer que eu esqueci o que aconteceu, mas eu vou deixar isso de lado...
O ano de 2011 começou bem não foi à toa. Os meus últimos meses, pra quem me conhece, pra quem sabe um pouco da minha história aqui, foram os mais alegres, os mais animados, os mais movimentados. Na verdade, desde que eu comecei a trabalhar na lojinha, muitas portas se abriram. Eu tive oportunidade de conhecer muita gente, muitos queridos mesmo. Várias pessoas vão até a loja brasileira pra conversar e é engraçado como eu e a Flavia ouvimos tantas confidências. E é bacana saber que sentem-se à vontade pra isso.
Apesar de sempre ter separado muito bem as coisas e saber impor o limite da liberdade, alguns dos que aparecem por lá, às vezes pela história que contam ou o jeito mesmo, despertam na gente um carinho maior. E a partir daí nasce um sentimento diferente que é o de amizade. No entanto, teve alguém que foi especial, eu diria. A coisa foi um pouco além. E das conversar diárias, dos desabafos, surgiu uma vontade de querer estar perto mais vezes. Eu estava num momento pessoal difícil ainda. O coração não estava aberto, mas me encantei. Sabe aquela música do Lulu: "quando um certo alguem, desperta o sentimento, é melhor não resistir e se entregar"? POis´é, eu não resisti mesmo. E foi ótimo pq a partir deste momento eu voltei a brilhar, como disse uma amiga querida. É engraçado, né? Quando a gente tá feliz, não precisa nem dizer, isso se irradia. E eu então vivi a história, apesar de medos, de insegurança, afinal "o passado foi duro e deixou o seu legado", com muita intensidade. Até DJ eu virei na Irlanda. É a herança boa. A partir do momento que isso aconteceu, que ousei fazer algo assim, é como se eu deixasse outras barreiras para trás. Se eu, tímida e reservada como sou, consegui ser DJ em outro país (algo que eu jamais imaginei), eu posso, então, conquistar o que eu quiser, pq eu to falando de quebrar barreiras. E é por ter me feito tão bem em um determinado momento, por ter me mostrado outro mundo que essa pessoa, que é o Tarciso, merece tanto esse espaço. Apesar de qq coisa, de estar chateada e triste, eu sei reconhecer o bem que me fez. Ele é muito talentoso e boa pessoa. Na verdade são N características positivas, mas não tenho como citá-las por ora. Quando as coisas se acalmarem, a mágoa tiver passado, tudo volta ao normal e eu poderei descrevê-lo como merece. Mas eu desejo, assim mesmo, que fique bem. Que não desista de nada. Que os sonhos que demonstrava ter aqui, sejam realizados com força de vontade apesar de qq dificuldade q venha a ter ou de qq momento ruim que atravesse o caminho. Obrigada por tudo de bom que me deixou...;)

Por enquanto, é isso. :)

Coruja nostálgica :)



Eu definitivamente troquei o dia pela noite. Acho que nunca cheguei a algo tão extremo. Passei uma noite toda em claro, sem sono algum e trabalhei o dia seguinte inteiro. Cheguei em casa morta e dormi até o começo da madrugada, pode isso?
Agora acordo de novo e cadê o sono? Tá complicado. Mente cansada, corpo cansado....
Mas já que eu tô acordada, não tem jeito, eu tô vivendo um momento de nostalgia pura. Como disse a um amigo dia desses, a cada esquina que eu paro em Dublin, vem à mente a lembrança de algum momento ou de alguém.
Andei relendo os posts do blog privado. Que barato! Tenho tantos registros dos primeiros momentos aqui. Ri e chorei sozinha. É engraçado como a gente chega aqui tão cru. Como eu fazia comentários tão ingênuos. Falta de experiência de tanta coisa. E como é perceptível (para mim e para os que me conhecem bem) o quanto eu mudei em três anos...

Primeiro contato de Dublin - postado em 02/06/08
Finalmente, cheguei! Esta é a primeira vez que estou usando meu notebook. Estou feliz por tê-lo trazido comigo, mas triste pq ainda não consegui utilizá-lo como eu queria, ou seja, tendo acesso à internet para ter contato com todos do Brasil.
Bem, vamos por partes...rs...eu não queria escrever um texto extenso para que não ficasse mto cansativo, mas acho pouco provável que eu consiga..rs...como autêntica virginiana que sou, preciso expôr todos os detalhes desta aventura que começou no dia 30/05/08.
A sexta-feira foi muito corrida desde o momento em que levantei da cama. Tive uma e noite bem exaustiva. É incrível como até mesmo em sonhos ainda me sinto presa a algumas coisas que preciso tanto me desapegar... mas, enfim, este é só um pequeno detalhe.. :) Voltando à correria da sexta-feira, no final deu tudo certo. Contei ainda com a ajuda de muita gente que fez com que as coisas fossem agilizadas. No final, consegui sair de casa com tempo. Foi o último momento que dirigi o meu negão... ai que saudade que vou sentir dele, foi meu xodó e uma das minhas grandes conquistas...ah! convenhamos, o primeiro carro a gente nunca esquece...rs...ainda mais se ele foi tão desejado, tão sonhado... Quando chegamos ao aeroporto, fomos diretamente para a fila do check-in e já estava bem grande. Na própria fila, consegui ver o vídeo que a galera aprontou pra mim, aliás, que grande surpresa esta...amei de verdade. Depois que cheguei aqui e vi com mais calma, já me emocionei um bocado... Mas, enfim, check-in feito, faltava apenas vinte minutos para atravessar o portão de embarque. Na verdade, acho que poderia ter sido mais tempo, mas segui o q o cara da companhia me sugeriu e aí começou o momento mais difícil: a hora do tchau. Putz, nessa hora o coração aperta que chega a machucar e vc vem com um nó tão apertado na garganta que nem água passa direito...É o momento em que vc vê aqueles olhos cheios de lágrimas e que, sem precisar abrir a boca, já te dizem: você deixará saudades...e, nessa hora, minha pernas travaram. Por alguns segundos, eu perdi toda a vontade de atravessar o portão, mas eu tinha de fazê-lo, e então ouvi: "vai, meu, agora tá feito!" É, agora está – pensei - e segui em frente. Logo que atravessei, fui passar as coisas por aquela máquina de raio x. Tive que tirar o notebook da bolsa e também tive que tirar o cinto. Essa parte foi horrível, pois tive que ficar segurando a calça, senão cairia..rsrs De lá, fiquei toda atrapalhada carregando duas mochilas super pesadas, meu casaco enorme, minha bolsa, minha tartaruga e milha abelha...rs... Mais à frente, os caras pedem novamente pra vc apresentar passaporte e ticket. Na hora não achei o passaporte. Ele estava fácil, mas como estava nervosa, demorou uma eternidade. Pensem em alguém desastrada....rss...essa sou eu! Paciência..rs. Quando cheguei no portão 10, vi uma fila enorme e um moooonte de gente sentada. Eu não sabia o que eu tinha de fazer. Não sabia se enfrentava a fila ou se sentava também e não havia um alma viva que pudesse dar esta informação claramente e, para meu azar maior ainda, para todos os que perguntei, ouvi: "i don't speak portuguese"..rs...já comecei a sentir no Brasil mesmo a minha dificuldade...rsrs. Por fim, fiquei na fila e, quando chegou a minha vez, descobri que deveria ter ficado sentada...rs...a fila era para estrangeiros que vinham de outros países e faziam conexão no Brasil..ahhaha...tonta! E eu com aquele mooonte de coisas pesadas na mão e nas costas. Já estava sem forças pq não consegui me alimentar durante o dia todo e meu corpo estava todo dolorido por causa da tensão da última semana...
Cheguei no avião e aí dá aquele frio na hora que ele tá subindo. Enquanto não pára de subir, parece que ele não vai ter forças e vai cair..credo! Mas, tb, depois que tá lá em cima, vc nem sente, parece até que tá parado em algum lugar. Todos os comissários só falavam inglês...puta preconceito, né? Só a gente tem que se virar para nos adaptarmos ao idioma deles...
O vôo, gente, é muito, muito cansativo. A poltrona é muito apertada e como eu já estava exausta por causa da semana que tive, foi terrível aguentar as treze horas dentro do avião e cheguei aqui com o fuso horário todo atrapalhado. Segundo o Marco, um jornalista que conheci quando cheguei na Holanda, chegamos em Dublin entre três e três e meia da tarde, mas não tenho certeza. Por falar em jornalista, uma grande coincidência foi eu ter conhecido três de uma vez. Na casa mesmo onde estou, há uma e ainda para completar é lá do Piauí..rss...dá pra acreditar??? O Marco é um cara bem legal. A amiga dele, que foi recebê-lo no aeroporto, também é gente boa. Duas boas almas que o cara lá de cima colocou no meu caminho. Essas duas criaturas me ajudaram um bocado logo que pisei na terra encantada. Os dois me ajudaram a trazer as malas até o Centro e isso me fez economizar uns cinqüenta euros. Muito bom, né? :) A Renata também nos ajudou a comprar os celulares quando ainda estávamos no aeroporto. Paguei muito baratinho: 49,90 euros e ainda recebi mais 40 de crédito com os quais posso fazer ligações a 0,09 euros/minuto para telefones fixos no Brasil. O aparelho é simples, mas faz ligação e recebe e isso é o que importa!
Depois que chegamos ao centro, fui comer um lanche no Mc Donalds..rs... ele é um pouco diferente, acho que menos saboroso.
Apos esse rapido almoco, fui direto pegar o táxi. O motorista foi muito simpático. Brian o nome dele. Eu estava com uma dificuldade enorme de conversar em inglês, mas ele foi me forçando a falar e foi dando certo. Perguntei a idade dele, depois de ele ter perguntado a minha, e ele pediu que eu tentasse adivinhar. Chutei entre 28 e 32 anos e errei..rs..ele tem 38 anos. Ficou todo contente por eu ter me enganado...rs... Acho que ele aproveitou pra dar uma cantadinha também, mas sabe que eu não achei nada ruim?!...rsss...ele era uma gracinha e não tinha aliança nos dedos...rsrsrs... já comecei a gostar de Dublin..rs...alias, aqui tem mto homem bonito...quem gosta de loirinho de olhoa, aqui e o lugar!!! :) Ele não conseguia encontrar a casa, então parou o carro, desligou o taxímetro, ligou para a residência da Ms. Catherine e pediu infos de como fazia para chegar lá...nesta hora, pensei: "no Brasil isso é tão difícil de acontecer". Mas depois soube que isso foi uma exceção, pois outras pessoas disseram que os motoristas ficaram horas andando ou deixaram os passageiros em outros lugares. É, acho que ele estava mesmo sendo gentil comigo...rss...Foi um dia "iluminado", como disse a Renata depois, quando me ligou para saber se eu tinha chegado bem...

A casa.
A Ms. Catherine me parece ser muito legal. Conversamos pouco pq não consigo entender o inglês dela. Ela também tenta me ajudar e corrige as minhas frases... Hoje, domingo, vi todos os filhos dela. São quatro crianças lindas e muito educadas também. Um menino, e três meninas, sendo duas, gêmeas. O garoto é um fofo..dá vontade de apertar ele toda hora, mas percebo que ela os educa para ficarem mais distantes dos hóspedes. Há mais gente aqui além de mim e da jornalista. Soube que há dois brasileiros, gaúchos, e também e vi duas austríacas adolescentes.
O bairro aqui é bem bacana. É bonito e muito arborizado. Não consigo, neste momento, lembrar de algum bairro de Sampa que eu possa comparar, as casas não têm portões e todas são muito parecidas e com muitos jardins...parecem padronizadas. É como se fosse um desses condomínios residenciais que existem por aí, mas com muitas, muitas casas. Os sem'aforos daqui fecham rápido demais..rs..já sei que se estivesse dirigindo aqui ficaria irritadíssima com isso.
Hoje demorei para levantar da cama. Nem tomei café e tb não estava a fim de sair. Ainda estava muito cansada da viagem e não tinha me recuperado. Aproveitei para dar uma ajeitada nas coisas, colocar algumas roupas no armário... fiquei chateada pq as duas malas estão detonadas. Uma rasgou a costura do lado e a outra quebrou o apoio na parte de baixo...nem sei onde isso aconteceu...se foi no avião ou no caminho do aeroporto até o centro., mas agora não tem o que fazer.
No meio da tarde, o Ernani me ligou, aliás, obrigada, Ju, por ter enviado o email pra ele, tá?! Daí combinamos de nos encontrarmos. Primeira vez que saí sozinha...hehehe...o ônibus demorou um pouco pq é domingo. Foi tudo tranqüilo. Quando entrei, pedi ajuda a uma moça para indicar o ponto em que eu tinha que descer para chegar ao Trinity College e ela foi bem gentil. Foi o máximo encontrá-lo! É mto bom ver uma pessoa conhecida por aqui, gente. Por mais que a gente saiba q o esquema é cada um por si e Deus por todos, isso dá um pouco mais de segurança, sabe?! Além disso, o Ernani é um puta cara legal. Tivemos uma longa conversa e falamos sobre quase tudo. Não pude ver a japa pq ela estava trabalhando e só ia sair às 19 horas do shopping em que trabalha. É provável que só consiga vê-lo novamente no fim de semana que vem, pois, pelo que entendi, ele já conseguiu um novo emprego.
What else? Ah! Andamos um pouco pelo centro também e o Ernani já me deu as dicas de como andam os meninos rebeldes de Dublin. Eles são tipo uma gang que esqueci o nome, aprontam um bocado pela cidade e não gostam de estrangeiros. Logo que cheguei, ouvi um papo de que mataram um polonês com chave de fenda. Parece que não andam armados, mas são violentos, batem muito e não estão nem aí se é mulher ou homem. Estão sempre vestidos da mesma forma, moletom cinza e blusa da adidas ou todos de branco. Já vi alguns pelas ruas hoje e têm umas caras invocadas, credo! Ah! Minha volta para casa foi sossegada tbém. Aliás, o engraçado aqui é que os carros são todos com direção do lado direito e existem momentos em que parece que todos os carros vão bater uns nos outros...rs
Depois que cheguei, tomei banho e fui comer um pouco da comida da ms. Catherine. É bem apimentada e eu que não gosto de pimenta senti bastante...rs...o arroz e completamente sem gosto e um pouco durinho também. Sem feijão, claro, e uma ervilha do lado. Mas, de um modo geral, estava gostoso. Agora, não vejo a hora de achar o meu cantinho para poder desempenhar os meus dotes culinários, como o meu bolo de banana, por exemplo. Então, é isso pessoal! Queria que vocês tivessem uma visão geral de como está começando a aventura...
Segunda será feriado e eu espero conseguir contato pela internet. Amo todos vocês.