Thursday, 28 July 2011

Sunday, 24 July 2011

A Claudinha e o forró

Alguém já fez um post gigaaaaaante contando sobre uma puta experiência e, sem querer, deletou, apagou tudo, tudinho???? Que ódiooooooooo!!!
Pronto, desabafei!
Esse post sobre a vinda da Claudinha vai ficar pra depois. Humpf!

Tuesday, 19 July 2011

O sertão que não é sertão

Eu gosto de viajar de ônibus. Fazia um bom tempo que eu não circulava pelas rodovias das bandas de cá e as quatro horas que se seguiram partido do Terminal Rodoviário Tietê até chegar ao meu destino, me permitiu curtir a paisagem e ficar pensando na vida. Gostei!

Sertãozinho é uma pequena cidade de 418km², com cerca de 110 mil habitantes e localizada no nordeste de SP, bem próximo a Ribeirão Preto.  Por pura ignorância, eu só vim conhecer um pouco mais do lugar quando ainda morava em Dublin e encontrei metade da população sertanezina - ops!, digo, encontrei a Claudinha, o Fabiano, O João, a Fabiana...rs
E foi por causa deles que eu fui pra lá no fim de semana. O convite rolou qdo eu ainda estava na Irlanda. O Fabiano, que veio pra cá no mesmo dia em que eu vim, seria padrinho da sobrinha dele e me convidou pra participar do batizado. A decisão de ir só aconteceu aqui. E valeu a pena!
Cheguei em Sertãozinho no começo da noite de sábado. A Claudinha deveria estar me esperando na rodoviária, mas, adivinhem! Ela estava atrasada. Por causa disso, levou uma bronca da Dona Madalena...hihihi, bem-feito! :)
Superado o atraso da minha amiga querida, fomos pra casa. A Claudinha fez lazanha, gente! Eu nunca tinha visto a danada cozinhando, mas mandou bem na receita, apesar da canela...rsss
Como ela me disse há poucos dias, tão bom poder conversar com quem acompanhou a nossa vida de lá. Eu ainda estou fresca, acabei de chegar. Ela chegou há exatamente um mês, então, imagina o tanto de coisa que tinha pra falar e pra ouvir? Desabafos, confidências, experiências, descobertas, expectativas do que vem pela frente...foi uma boa terapia.
E essa terapia eu diria que foi um pouco além da minha relação com a Claudinha. É bom a gente se sentir querido, né? Ainda mais assim, de graça. A família Sposito foi ótima comigo. Todos foram super atenciosos. Eu já quase me senti parte da família, pode isso???..rsss..Nada como o aconchego de um lar amoroso...
A noite se estendeu em família. E foi até às 4 da manhã. Eu, claro, não aguentei e fui dormir mais cedo. Só no dia seguinte que soube da hora em que acabou a festa. :)








No dia seguinte, o batizado. Acordamos cedo e fomos pra Igreja e depois o churrasco. Conheci toda a família Casaroti. Estavam todos numa energia boa. Acho que a alegria maior era porque o "Nim" estava por aqui. Todo mundo feliz! Até dupla sertaneja tinha por lá. Foi bem gostoso de ver.
Como tive coragem de sair com a minha câmera - e ainda bem que fiz isso- em apenas dois dias foram quase 650 fotos. Claro que desse número muita coisa eu deleto, mas imagina se não me diverti com os cliques?! :)













Bom, esse é um post de agradecimento mais do que um relato. Foi por causa da Claudinha e do Fabiano que fiz novos amigos.
Eu ainda tô passando por uma fase complicadinha. Ainda tô tristinha com toda essa mudança na minha vida e com a ausência de algumas pessoas. Participar de eventos assim e estar entre aqueles que me querem bem, me deixa feliz
Obrigada aos dois pelo convite e às famílias pela recepção. Nos veremos em breve novamente. :)

Palavras de hoje...

Hoje eu tô tristinha. :(


PERSONALIDADE
substantivo feminino
1    qualidade ou condição de ser uma pessoa
2    o conjunto de qualidades que define a individualidade de uma pessoa moral
3    aspecto visível que compõe o caráter individual e moral de uma pessoa, segundo a percepção alheia
Ex.: era visto como uma interessante p.
4    aquilo que diferencia alguém de todos os demais; qualidade essencial de uma pessoa; identidade pessoal, caráter, originalidade
Ex.: a marca de sua p. era inconfundível
5    aspecto que alguém assume e projeta em público; imagem
Ex.: com seu recente modo de interpretar, lançou uma nova p.
6    conjunto de características que distingue uma pessoa, um grupo de pessoas, uma nação
Ex.: a p. lusitana
7    Derivação: sentido figurado.
     algo que reflete ou é análogo a uma distinta personalidade humana ( p.ex.: a atmosfera de um lugar, de uma coisa)
Ex.: a p. de seu apartamento
8    indivíduo notável por sua situação ou atividade social; celebridade
Ex.: um avião cheio de personalidades
9    Rubrica: psicologia.
     conjunto dos aspectos psíquicos que, tomados como uma unidade, distinguem uma pessoa, esp. os que diretamente se relacionam com os valores sociais




INDIFERENÇA
Acepções substantivo feminino
1    estado de tranqüilidade daquele que não se envolve com as situações, boas ou más; desprendimento
Ex.: via a morte com total i.
2    falta de interesse, de atenção, de cuidado; descaso, desinteresse, negligência
Ex.: indiferença pela dor alheia
3    ausência de comoção ou interesse para com qualquer estímulo; apatia, indiferentismo, ataraxia
4    estado daquele que não se deixa conduzir por sentimentos arrebatadores como amor, ódio, raiva etc.; distanciamento, frieza
4.1    ausência de interesse com relação a um ser ou aos homens em geral, esp. pela pessoa em quem se inspira amor; frieza, desinteresse
Ex.: <só recebia i. no lar paterno> <fingia i., mas seu coração descompassava-se quando a via>
5    sentimento de altivez; falta de consideração; desdém, menosprezo
Ex.: nem a falência financeira fê-lo perder a i. para com os empregados


Etimologia
lat.tar. indifferentìa,ae 'indiferença'; cp. fr. indifférence (1372) 'estado físico que não apresenta nada de particular'; ver -fer-; f.hist. 1702 indifferença, 1913 indiferença

Sinônimos
apatia, atambia, ataraxia, desinteresse, displicência, distração, frieza, impassibilidade, inércia, insensibilidade, marasmo, negligência; ver tb. sinonímia de desleixo e desprezo

Antônimos
amor, atenção, benevolência, braseiro, brasido, brio, comiseração, consideração, decisão, deliberação, determinação, diligência, ebulição, efervescência, empenho, energia, entrega, entusiasmo, fanatismo, fervença, fervência, fervor, impetuosidade, interesse, obsessão, paixão, resolução, seriedade, simpatia, solicitude, veemência, vigor, vivacidade, zelo; ver tb. antonímia de desleixo e desprezo e sinonímia de ardor
fonte: dicionário houaiss da língua portuguesa

Wednesday, 13 July 2011

Sou titia :)



Ontem, voltei pra casa pensando na vida. Em como ela passa rápido e a gente nem percebe...


A Rê é minha amiga de infância, minha irmã. A primeira pessoa que eu conheci quando me mudei pra esse bairro e uma das primeiras com que fiz amizade na escola. Me lembro que comecei a estudar no Oswald de Andrade no 3º ano do primário, mas não consigo me lembrar como foi a nossa aproximação. Rê, talvez sua memória esteja melhor que a minha...rs
É engraçado pensar que alguns sentimentos e pessoas nunca mudam, né? Pouco antes de ir viajar pra Irlanda, tivemos um encontro. Eu, Nilminha e a Rê. Eram vinte anos de amizade. Cada uma seguiu por um caminho, mas os laços não foram rompidos. E, ontem, eu fui visitar o meu sobrinho, gente! O primeiro filho da minha grande e querida amiga. Havia três anos que não nos encontrávamos. Na minha visita a SP em 2010, não tive chance de fazer isso acontecer e daí a saudade só aumentou durante esse tempo distante.

Ontem conversamos sobre tudo. E fiquei muito feliz em vê-la bem, realizada. É claro que a gente sempre quer melhorar, mas ela tem todo potencial pra ir longe e conquistar tudo o que ela deseja.

A Rê foi uma das pessoas essenciais na minha ida pra Irlanda. Sabe aqueles momentos em que a barra aperta e vc precisa, urgentemente, falar com alguém. Ela sempre me ouviu, sempre teve algo pra me dizer.
 É por essas e por outras que eu quis registrar o momento. Ela nem sabe, mas me emocionei qdo a vi. Meu coração disparou. E me segurei pra não chorar num momento em que segurei o filhote dela nos braços.


Emoção de voltar ao passado e saber que no presente ele é tão parte das nossas vidas. :)
Que os anjos abençoem o pequeno Miguel. E que a família cresça mais feliz e sempre, sempre com muito amor.

Amo você, Rê. :)

Sunday, 10 July 2011

Reencontro

As malas chegaram! Meu maior medo era de que alguma coisa minha tivesse desaparecido, mas não tive problemas com isso. :)

Agora, meus caros, se me deu trabalho fazer as malas, desfazê-las não fica pra trás. Logo que cheguei em casa, tive que colocar em prática o desapego novamente. Mas, desta vez, foi mais fácil. Havia coisas no meu guarda-roupas de três anos atrás. O lixeiro saiu carregando 7 sacos de lixo gigantes. E depois de dois dias envolvida com essa limpeza, está feito. Essa parte me livrei. É tempo de jogar fora o velho para dar espaço ao novo. :)

Ainda não tive muita chance de sair de casa. Apenas na sexta reencontrei algumas poucas pessoas. Foi muito bom, pq percebi que as coisas não mudaram. Como diz o Diego Heinz referindo-se às amizades, "os bons, são para sempre".








O encontro foi no velho Rasgueira. Velho que agora está novo. Eu gostava mais do ambiente antigo, com cara de boteco mesmo.

Claro que como boa brasileira recém-chegada de outra parte do mundo, me assustei com os preços. Eu não vou pirar com essas coisas, mas eu não tenho como fugir dessa minha reação. É coisa de assustar mesmo.


A parte boa é que tem coisas que só a nossa terra tem: me deliciei com os pastéis de carne seca com catupiry. Bom demais!!!! :):):):)):):)




Enquanto as coisas não se ajeitam, não dá pra ter certos prazeres. Diante disso, as portas da minha casa ficam abertas...rs... As saídas serão raras.

O foco agora é emprego, então, dedos cruzados por mim. :)

Hoje tiro o dia pra responder às mensagens que chegaram e eu ainda não tive chance.
E quem ler o blog e ainda não me tiver no skype, aí vai: cleide.nascimento1979

O retorno

O último dia em Dublin, por mais que eu tenha tentado me organizar antecipadamente, ainda foi cheio de tumulto. Eu estava bem cansada e desgastada por conta das malas. Nunca mais quero me mudar pra outro país, a não ser que eu tenha muita grana sobrando pra poder bancar os excessos. Por fim, tive que deixar algumas coisas para trás. Uma prática do desapego que até então não combinava muito comigo. Óbvio que é bom deixar de lado algumas coisas que só fazem peso, porém, o problema está no valor sentimental...rs...daí sofro por ter de me livrar depois. Aummm...respira, Cleidoca. :)

Quando cheguei no aeroporto com as 4 malas já ultrapassando os 32Kg permitidos, lá vou eu abrir a todas elas. E tira roupa daqui e coloca ali e vai pra mala de mão...eu já não tinha mais braços nem pernas nem colunaaaa!!! A minha mochila tinha 20 kg, aproximadamente. A minha bolsa, 6kg. Imagina carregar isso nas costas, depois de estar atrasada? Será que eu bato o recorde em ser desastrada? Imagina ter de carregar isso correndo pra dar tempo de passar no tax free e depois encontrar o portão de embarque...Foi muita coisa pra uma mente e um corpo cansados e com fome. Sim, pra variar, estava de estômago vazio. Quase desmaiei o aero de fraqueza e tensão.
Passado esse sufoco, qdo pensei que tudo estaria tranquilo e resolvido, na hora do embarque, a comissária me diz que eu não poderia entrar com a minha mochila, pois estava grande demais. Lá vou, novamente, tirar coisas e dividir entre os outros brasileiros que voltavam no mesmo vôo.

OK! Consegui entrar no avião. Menos de 10 minutos e eu apaguei. Dormi até chegar em Londres. Acordei sem muita noção do horário, e então me disseram que o avião ficou dando voltas antes de aterrisar e, por conta disso, estávamos atrasados. Lá vou eu, de novo, atravessar aquele aero gigante, correndo, com as bolsas mega pesadas...rs
Embarcamos. Me senti como se fosse uma sardinha, sentada na fileira do meio, com quatro poltronas. Consegui cochilar alguns minutos. Por causa do ar-condicionado, meu nariz e garganta ressecam demais e então senti muita sede. Sofri com dificuldades pra respirar. Mas e a vergonha de pedir licença pra ir buscar água? Achei q o serviço de bordo pecou um pouco nesse caso. Eles serviram o jantar e depois esqueceram da gente. Foram servir água qdo já havia amanhecido o dia. Humpf!

Chegamos. Eu já estava preocupada com as malas. Como nossa conexão foi muito curta em Londres, desconfiava que nossas malas não viriam conosco pois eles não teriam tempo suficiente para transferir as bagagens de uma aeronave pra outra. Dito e feito. Porém, tive que esperar cerca de três horas para sair do aeroporto. Essa primeira impressão de Brasil não é legal. Baita lentidão no atendimento. Só que esse foi o meu caso. Meus flatmates, Adri e Beto, além de perderem o vôo para Porto Alegre, que seria logo na seqüência, só deixaram Guarulhos às 2 da tarde. Sacanagem!

Depois de tudo isso, encontrei meu irmão e viemos para casa. De certa forma, como disse ele, ter saído um pouco mais tarde do aeroporto nos poupou do trânsito das marginais e chegamos em casa até que bem rápido.

É bom estar de volta, mas ainda estou tomada por uma sensação estranha de não estar no meu canto. É como se aqui não fosse mais minha casa, mas a casa da minha mãe e me sinto como uma visita.

É uma delícia ver a baixinha mais linda do mundo. Minha mãe é uma fofa, gente. O pouco tempo que tivemos pra conversar (sim, estamos em SP e a vida dela não pára), ela sempre tem uma palavra que me motiva e me tranquiliza. Ontem, antes de ir dormir, recebi o colo que eu tanto precisava... Essa é a Dona Rita... :)

Thursday, 7 July 2011

DESPEDIDAS

Eu não gosto de me despedir. Dizer tchau pra alguém que a gente gosta e sabe que não vai ver por um longo tempo sempre dá um aperto danado no coração.
Na última semana fiquei me perguntando pq me privei de tantos momentos bons... Eu poderia ter curtido bem mais... porém, no entanto, todavia, chorar pelo leite derramado não vai me trazer o passado de volta pra fazer diferente. Como eu sempre digo, a única coisa que a gente pode mudar é o futuro. E é por isso que eu valorizo tanto os últimos momentos em Dublin. Foi por isso que eu quis mesmo deixar as pessoas fazerem mais parte da minha vida nesse período. Foi como me permitir trazer comigo mais memórias lindas de momentos incríveis e com pessoas especiais. Tudo valeu a pena. Os passeios, as músicas, as risadas, as inúmeras fotos, as brincadeiras...e tudo isso de uma forma tão saudável, tão ingênua. Como eu poderia deixar isso passar, não é? ;)

No domingo, a reunião dos queridos no Odeon. Dancei, toquei, dei tchau, recebi até homenagem do Robson. Pena que ninguém gravou. :(



Na segunda, partimos eu, Ju, Ernani e Mari a caminho de Glendalough. Não houve nada muito diferente dos nossos encontros eventuais, mas foi especial. Além do mais, era tudo o que eu mais queria: ter um dia ensolarado de folga para registrar com fotos. Consegui!


Na terça, almoço com a Flavitcha e a Tânia e com direito a ganhar um bolo de brigadeiro sensacional (ela adora me engordar).


Depois jantar com Gabri e Juliana, especialmente preparado por eles. :)



E, mais tarde, depois de qse tudo pronto, encontro com amigos em casa. Como nunca bebo, experimentar uma cachaça gaúcha foi o suficiente para deixar tudo mais engraçado, mais alegre. Ri muito.

Outra coisa bacana que vale citar é que eu sempre disse e assumi que não sou DJ. A coisa toda aconteceu pra quebrar um galho pela falta de alguém que entendesse da coisa, porém, foi bem gostoso ver o pessoal aplaudir no fim das festas e também ouvir alguém dizer: mandou bem. Claro que tecnicamente eu tô longe de ser talentosa, mas eu me virei nos trinta. :) E ter tido a chance de fazer esse trabalho, além da grana extra q recebi, eu conquistei também outras tantas pessoas queridas pra perto de mim. Acho que perdi um pouco a timidez e deixei um pouco de lado minha "anti-sociabilidade"(hahaha)... A gente sempre pode melhorar. :)


Por enquanto, é isso. Fica aqui o registro dos últimos momentos e o meu agradecimento mais sincero para: Nara Maria, Antonio Bulhões, Robson Rocha, Sabrina Harder, Juliana Brisola, Gustavo Oliveira, Dani Brizzi, Alicja Misiak, Juliana Azevedo, Gabrielle Scotto, Herbert ZAgo, Rodrigo Coelho, Alina Gazdieva, Feijão, Gilvano, Gustavo Cardoso, Adriane Gehardt, Beto Magarinos, Ernani Lemos, Juliana Yonezawa, Mari Rampazzo, Fabiano Casaroti, Paula Mota, Paulina Kozyra, Neide Mota, William Morais, Danny Palmeira, Nathy Telino, Diego, Claudia Ribeiro, Claudinha Sposito, Lucia dos Santos, Marcio Buhrer, Renata Brasil, José Carneiro, Alexandre e Drika, Lucia dos Santos, Melissa Ruano, Manpreet Bajwa.

A gente ainda se encontra nesse mundão de meu Deus. :)

Com saudades,
Cleidoca :)