Wednesday, 29 June 2011

AGRADECIMENTO ESPECIAL

10 da manhã. Agora eu começo a sentir um pouco de sono e já já tenho de sair pra ir trabalhar. Isso não é justo...rs
Passei boa parte do tempo escrevendo esse post. Eu tô mto sensível, gente, pq por qq coisa que eu me lembre, eu só choro...rssss..Sou uma bobona mesmo.
Esse texto é pra falar de algumas pessoas muito queridas e que foram muito importantes pra mim nesse tempo de Irlanda. Não significa, com isso, que os nomes que não são citados não sejam especiais. Todos são, mas alguns, em particular, estiveram mais presentes e participaram mais da minha vida.
São eles:

Adri e Beto. Eu me lembro até hoje do primeiro dia em que vi a Adri e o Beto. O encontro foi na casa da Ms Catherine, a nossa host mother. Em um certo momento, a Adri entrou no meu quarto e depois de algumas palavras e me disse: meu nome é Adriane, mas tu pode me chamar de Adri. Naquele mesmo dia já nasceu a amizade. Ficamos 15 dias morando no mesmo lugar. A princípio pensamos em morar juntos, mas no início havia uma preocupação diferente. Cada um tinha seu objetivo e seu tempo pra correr atrás das coisas. Mas, mesmo não tendo sido naquele instante, foi depois. Quase um ano depois de Irlanda, vim parar na mesma casa que eles moram. E eu me lembro que ela me disse no primeiro dia: Cleide, tu não te preocupa que agora tu só vai sair daqui pra ir embora pro Brasil. Dito e feito! E nestes três anos em que passamos aqui, eles foram as pessoas que tb mais me ajudaram e me apoiaram em situação em que mais precisei. Foram minha família. Tanto foi assim que qdo anunciaram a volta, eu não me vi mais chanca de ficar aqui mais tempo e sozinha, então tomei a decisão de tb ir embora. Dia 6 seguimos juntos agora rumo ao aconchego dos nossos familiares e em busca de novas conquistas. Não somos da mesma cidade, mas fica a promessa de que nos encontraremos muito em breve, afinal, eu recebi convite de casamento diretamente de Novo Hamburgo. :)
Obrigada, Adri e Beto, por terem feito parte da minha história na Irlanda. Obrigada por todo o apoio em todos os momentos em que mais precisei de alguém. Eu nunca vou esquecer vocês.

Robson, meu querido, vc chegou de mansinho e foi logo se instalando. Fico feliz pela amizade carinhosa que surgiu entre nós. Não tenho nenhum amigo de infância aqui, mas as relações, para que existam, precisam começar. A gente não sabe o dia de amanhã, mas eu espero ainda te encontrar. Seja em Santos, em São Paulo, num retorno meu a Dublin...não importa o lugar.
Obrigada pelo carinho e atenção comigo principalmente nesta última fase. Valeu por todo o apoio.
Eu desejo intensamente que a vida lhe proporcione outros bons momentos e boas companhias. Que o seu destino lhe surpreenda trazendo tudo o que vc mais quer, mas se assim não acontecer, que vc abra as portas para que o novo entre e se dê a chance de ser feliz. As coisas já estão mudando. Tudo ficará mais fácil de agora em diante. E lembre-se de uma coisa importante: fique bem e vc atrairá coisa boa. Brilhe! Você é um maestro. :)

Agora o picareta dos picaretas. Eu me lembro ainda hoje do dia em que conheci o Fabiano. Eu estava na cantina da loja e ele ia participar de uma integração, pois tinha sido recém contratado. A princípio, não tive uma boa impressão. Aquele cara com um rabinho no cabelo me pareceu um pouco antipático no início..rs.. Mas, conforme o tempo foi passando, não apenas eu mas todos os outros colegas dali, fomos contagiados pelo jeito palhaço de ser desta criatura. Eu defino o Pics como um artista. O cara canta, dança (mal, mas dança..rs), imita passarinho, faz papel de palhaço, é ator. Não há quem não esteja perto dele que não ria do que ele faz. É claro que ele não é só coisa boa, mas esse post não é pra apontar defeito... rss O post é pra falar de quem é especial e é assim que ele é pra mim. Um amigo especial. A gente já dividiu alguns momentos ruins. Ora eu ia chorar as pitangas. Ora ele vinha se derramar em lágrimas (haha.. essa parte é exagero). Mas o fato é que a gente já segurou a onda um do outro em algumas circunstâncias. E isso é bem legal e bem valioso pra mim. É por essas e por outras, Pics, que eu não vou te esquecer e vou te visitar em Sertãozinho qdo eu chegar no Brasa. :P

A vida da gente é assim: é feita de encontros. E foi num sábado frio, mas ensolarado, de Dublin que eu encontrei a Claudinha. A gente não conversou muito de início, mas foi ali que acabou o que foi mais importante pra que a relação de amizade que existe hoje pudesse começar: a má impressão que ela tinha ao meu respeito. É incrível como faz diferença a gente ter a chance de conhecer alguém pessoalmente e criar nossas próprias impressões ao invés de baseá-las no que ouvimos de outra pessoa. Fico bem feliz que isso tenha acontecido, pq foi um primeiro passo pra permitir essa união que existe hoje. A Claudinha também não é minha amiga de infânci, mas quem disse que precisa ser assim para que dure para sempre?
MInha querida, obrigada! Obrigada pelas horas ao meio da noite. Por aceitar tomar um chocolate quente no meio da madrugada e não sentir o tempo passar. Por ter sido tão ouvinte e ter me ajudado a superar uma fase tão ruim e tão triste que eu vivi aqui. Obrigada tb por ficar feliz quando eu fiquei feliz. Por me apresentar outras pessoas, por fazer com que o meu mundo se abrisse mais. Isso fez muita diferença na minha vida aqui, de verdade. No fim da história, vc acabou voltando pro Brasa antes de mim, mas isso só facilita pq já já eu sei que a gente vai se ver de novo, portanto, me aguarde! :)

Ernani e Ju. A amizade do Ernani e a da Ju eu trago de São Paulo. Mas mesmo já os conhecendo de uma data um pouco mais longa, de já ter participado de eventos juntos, foi aqui em Dublin que os laços se estreitaram. Em meio aos registros que eu tenho dos meus primeiros dias aqui, muitos tem o nome deles. Me orientaram, me motivaram, me ajudaram e, o principal, foram meus amigos. Quaisquer que fossem os meus problemas, eu sabia que eu poderia ligar e chorar as pitangas...rs...
Existem dois acontecimentos bem marcantes pra mim: o primeiro, que por sinal comentamos recentemente numa reunião na casa deles, foi da madrugada em que eu morava com três homens, e, numa noite em que um deles chegou bêbado em casa junto com dois amigos, eu tremia de medo para abrir a porta. Existe toda uma história por detrás disso, que agora não vou contar pq é muito extensa, mas eu já andava assustada e nessa noite eu liguei pro Ernani às três da manhã e ele me acalmou, ficou comigo no tel ate eu abrir a porta e ainda me ligou no dia seguinte pra saber se estava tudo bem. Pode parecer simples, mas, acreditem, não é com qq pessoa q eu pude contar aqui na época num momento desses.
A outra circunstância, não foi há muito tempo, na verdade. Eu tinha acado de sair de um evento em que passei apenas pra ficar alguns minutos. Eu estava num momento de tomar uma decisão importante. Estava ansiosa. Estava preocupada com uma notícia que havia recebido do Brasil e eu me senti perdida e só. Foi um momento em que eu desabei, no meio da rua, no meio da noite. Um momento em que eu não sabia o que fazer, mas eu chorava igual a uma criança. E criança, quando chora, pede logo colo. E foi aí que liguei pra Ju e pro Ernani. Eu falo sempre os dois, pq é engraçado que quando ligo pra eles, geralmente é assim: falamos os três. Ligam o viva voz e conversamos todos. O simples fato de saber que nessas horas a gente pode ligar, pode falar e sabe que vai ser ouvido, não tem o que dizer, é simplesmente o que faz toda a diferença.
Houve muitas outras ocasiões, festas, reuniões, registros, reportagens. Eles sempre estiveram comigo e me incentivaram.
Por tudo isso e por tudo o que eu não citei aqui, obrigada! Obrigada por tb terem sido minha família, por terem cuidado e por estarem sempre por perto. Londres logo vai ficar pequena. E plagiando as palavras da Japs: "o mundo é de vocês!" :)

Leonel. Ah, o Leonel. "Maktub", foi o que eu sempre disse. Eu acho que esse cara merece o espaço dele aqui. O fim da nossa história, infelizmente, não foi dos melhores, mas, depois de ter passado por cima de tudo o que aconteceu, vale o registro: ele foi extremamente importante na minha vida. E eu não ouso, apesar de qq coisa negativa, eu não ouso jamais dizer que ele não valeu a pena. O cara é meio filósofo. Tem idéias que são diferentes das de quase todo mundo. Inteligente. Culto. Opinioso e de personalidade forte. Mas é sensato - pelo menos na maioria das vezes. Tem bom caráter. Às vezes é meio perdido. O principal? Esteve comigo sempre. Me ouviu. Me ajudou. Me apoiou. Me deu colo. Ombro. Mão. Literalmente enxugou as minhas lágrimas. Não dá pra esquecer 2 anos. E desse tempo, eu levo comigo o que foi bom. Espero que um dia ele possa ler isto e pense como eu. Obrigada, Leonel. Por tudo mesmo. Inclusive pelo que vc abriu mão por minha causa. Espero que você tenha finalmente feito tudo o que veio fazer na Europa.

Flavia. A Flavia eu tenho como uma irmã mais velha. Eu geralmente sou um pouco orgulhosa com algumas coisas, mas é engraçado como me sinto à vontade pra aceitar muito do que vem dela (não tudo, claro). Embora com temperamentos diferentes, a gente se deu bem logo de início. E o mais interessante é que ela tem um espírito protetor e eu acho que foi nisso que me acolhi. É uma mulher tb inteligentíssima e muito culta. Ela dá uma aula sobre os temas que mais gosta. Estuda. Conhece. É responsável, séria. Sabe o que quer e luta pra conseguir. É correta, honesta. É sensível.
A Flavia cuidou de mim, gente! :)Como eu já disse, nada como uma Flavia Boaventura pra fazer comidinha pra mim. Ela é assim. :)
Obrigada, minha querida, por todos os seus sábios conselhos, por me mostrar caminhos e me dar possibilidades. Obrigada pelo ombro de ultimamente e por estar do meu lado.
Muita sorte pra você. Daqui pra frente, tudo será mais fácil e muito em breve vc vai aproveitar tudo o que merece. :)

E, pra finalizar, eu vou falar de alguém que me deixou muito triste nos últimos dias. Mas que o bom da vida é que temos o tempo. O tempo faz a gente esquecer as mágoas e cura feridas. Eu ainda não tô preparada pra dizer que eu esqueci o que aconteceu, mas eu vou deixar isso de lado...
O ano de 2011 começou bem não foi à toa. Os meus últimos meses, pra quem me conhece, pra quem sabe um pouco da minha história aqui, foram os mais alegres, os mais animados, os mais movimentados. Na verdade, desde que eu comecei a trabalhar na lojinha, muitas portas se abriram. Eu tive oportunidade de conhecer muita gente, muitos queridos mesmo. Várias pessoas vão até a loja brasileira pra conversar e é engraçado como eu e a Flavia ouvimos tantas confidências. E é bacana saber que sentem-se à vontade pra isso.
Apesar de sempre ter separado muito bem as coisas e saber impor o limite da liberdade, alguns dos que aparecem por lá, às vezes pela história que contam ou o jeito mesmo, despertam na gente um carinho maior. E a partir daí nasce um sentimento diferente que é o de amizade. No entanto, teve alguém que foi especial, eu diria. A coisa foi um pouco além. E das conversar diárias, dos desabafos, surgiu uma vontade de querer estar perto mais vezes. Eu estava num momento pessoal difícil ainda. O coração não estava aberto, mas me encantei. Sabe aquela música do Lulu: "quando um certo alguem, desperta o sentimento, é melhor não resistir e se entregar"? POis´é, eu não resisti mesmo. E foi ótimo pq a partir deste momento eu voltei a brilhar, como disse uma amiga querida. É engraçado, né? Quando a gente tá feliz, não precisa nem dizer, isso se irradia. E eu então vivi a história, apesar de medos, de insegurança, afinal "o passado foi duro e deixou o seu legado", com muita intensidade. Até DJ eu virei na Irlanda. É a herança boa. A partir do momento que isso aconteceu, que ousei fazer algo assim, é como se eu deixasse outras barreiras para trás. Se eu, tímida e reservada como sou, consegui ser DJ em outro país (algo que eu jamais imaginei), eu posso, então, conquistar o que eu quiser, pq eu to falando de quebrar barreiras. E é por ter me feito tão bem em um determinado momento, por ter me mostrado outro mundo que essa pessoa, que é o Tarciso, merece tanto esse espaço. Apesar de qq coisa, de estar chateada e triste, eu sei reconhecer o bem que me fez. Ele é muito talentoso e boa pessoa. Na verdade são N características positivas, mas não tenho como citá-las por ora. Quando as coisas se acalmarem, a mágoa tiver passado, tudo volta ao normal e eu poderei descrevê-lo como merece. Mas eu desejo, assim mesmo, que fique bem. Que não desista de nada. Que os sonhos que demonstrava ter aqui, sejam realizados com força de vontade apesar de qq dificuldade q venha a ter ou de qq momento ruim que atravesse o caminho. Obrigada por tudo de bom que me deixou...;)

Por enquanto, é isso. :)

Coruja nostálgica :)



Eu definitivamente troquei o dia pela noite. Acho que nunca cheguei a algo tão extremo. Passei uma noite toda em claro, sem sono algum e trabalhei o dia seguinte inteiro. Cheguei em casa morta e dormi até o começo da madrugada, pode isso?
Agora acordo de novo e cadê o sono? Tá complicado. Mente cansada, corpo cansado....
Mas já que eu tô acordada, não tem jeito, eu tô vivendo um momento de nostalgia pura. Como disse a um amigo dia desses, a cada esquina que eu paro em Dublin, vem à mente a lembrança de algum momento ou de alguém.
Andei relendo os posts do blog privado. Que barato! Tenho tantos registros dos primeiros momentos aqui. Ri e chorei sozinha. É engraçado como a gente chega aqui tão cru. Como eu fazia comentários tão ingênuos. Falta de experiência de tanta coisa. E como é perceptível (para mim e para os que me conhecem bem) o quanto eu mudei em três anos...

Primeiro contato de Dublin - postado em 02/06/08
Finalmente, cheguei! Esta é a primeira vez que estou usando meu notebook. Estou feliz por tê-lo trazido comigo, mas triste pq ainda não consegui utilizá-lo como eu queria, ou seja, tendo acesso à internet para ter contato com todos do Brasil.
Bem, vamos por partes...rs...eu não queria escrever um texto extenso para que não ficasse mto cansativo, mas acho pouco provável que eu consiga..rs...como autêntica virginiana que sou, preciso expôr todos os detalhes desta aventura que começou no dia 30/05/08.
A sexta-feira foi muito corrida desde o momento em que levantei da cama. Tive uma e noite bem exaustiva. É incrível como até mesmo em sonhos ainda me sinto presa a algumas coisas que preciso tanto me desapegar... mas, enfim, este é só um pequeno detalhe.. :) Voltando à correria da sexta-feira, no final deu tudo certo. Contei ainda com a ajuda de muita gente que fez com que as coisas fossem agilizadas. No final, consegui sair de casa com tempo. Foi o último momento que dirigi o meu negão... ai que saudade que vou sentir dele, foi meu xodó e uma das minhas grandes conquistas...ah! convenhamos, o primeiro carro a gente nunca esquece...rs...ainda mais se ele foi tão desejado, tão sonhado... Quando chegamos ao aeroporto, fomos diretamente para a fila do check-in e já estava bem grande. Na própria fila, consegui ver o vídeo que a galera aprontou pra mim, aliás, que grande surpresa esta...amei de verdade. Depois que cheguei aqui e vi com mais calma, já me emocionei um bocado... Mas, enfim, check-in feito, faltava apenas vinte minutos para atravessar o portão de embarque. Na verdade, acho que poderia ter sido mais tempo, mas segui o q o cara da companhia me sugeriu e aí começou o momento mais difícil: a hora do tchau. Putz, nessa hora o coração aperta que chega a machucar e vc vem com um nó tão apertado na garganta que nem água passa direito...É o momento em que vc vê aqueles olhos cheios de lágrimas e que, sem precisar abrir a boca, já te dizem: você deixará saudades...e, nessa hora, minha pernas travaram. Por alguns segundos, eu perdi toda a vontade de atravessar o portão, mas eu tinha de fazê-lo, e então ouvi: "vai, meu, agora tá feito!" É, agora está – pensei - e segui em frente. Logo que atravessei, fui passar as coisas por aquela máquina de raio x. Tive que tirar o notebook da bolsa e também tive que tirar o cinto. Essa parte foi horrível, pois tive que ficar segurando a calça, senão cairia..rsrs De lá, fiquei toda atrapalhada carregando duas mochilas super pesadas, meu casaco enorme, minha bolsa, minha tartaruga e milha abelha...rs... Mais à frente, os caras pedem novamente pra vc apresentar passaporte e ticket. Na hora não achei o passaporte. Ele estava fácil, mas como estava nervosa, demorou uma eternidade. Pensem em alguém desastrada....rss...essa sou eu! Paciência..rs. Quando cheguei no portão 10, vi uma fila enorme e um moooonte de gente sentada. Eu não sabia o que eu tinha de fazer. Não sabia se enfrentava a fila ou se sentava também e não havia um alma viva que pudesse dar esta informação claramente e, para meu azar maior ainda, para todos os que perguntei, ouvi: "i don't speak portuguese"..rs...já comecei a sentir no Brasil mesmo a minha dificuldade...rsrs. Por fim, fiquei na fila e, quando chegou a minha vez, descobri que deveria ter ficado sentada...rs...a fila era para estrangeiros que vinham de outros países e faziam conexão no Brasil..ahhaha...tonta! E eu com aquele mooonte de coisas pesadas na mão e nas costas. Já estava sem forças pq não consegui me alimentar durante o dia todo e meu corpo estava todo dolorido por causa da tensão da última semana...
Cheguei no avião e aí dá aquele frio na hora que ele tá subindo. Enquanto não pára de subir, parece que ele não vai ter forças e vai cair..credo! Mas, tb, depois que tá lá em cima, vc nem sente, parece até que tá parado em algum lugar. Todos os comissários só falavam inglês...puta preconceito, né? Só a gente tem que se virar para nos adaptarmos ao idioma deles...
O vôo, gente, é muito, muito cansativo. A poltrona é muito apertada e como eu já estava exausta por causa da semana que tive, foi terrível aguentar as treze horas dentro do avião e cheguei aqui com o fuso horário todo atrapalhado. Segundo o Marco, um jornalista que conheci quando cheguei na Holanda, chegamos em Dublin entre três e três e meia da tarde, mas não tenho certeza. Por falar em jornalista, uma grande coincidência foi eu ter conhecido três de uma vez. Na casa mesmo onde estou, há uma e ainda para completar é lá do Piauí..rss...dá pra acreditar??? O Marco é um cara bem legal. A amiga dele, que foi recebê-lo no aeroporto, também é gente boa. Duas boas almas que o cara lá de cima colocou no meu caminho. Essas duas criaturas me ajudaram um bocado logo que pisei na terra encantada. Os dois me ajudaram a trazer as malas até o Centro e isso me fez economizar uns cinqüenta euros. Muito bom, né? :) A Renata também nos ajudou a comprar os celulares quando ainda estávamos no aeroporto. Paguei muito baratinho: 49,90 euros e ainda recebi mais 40 de crédito com os quais posso fazer ligações a 0,09 euros/minuto para telefones fixos no Brasil. O aparelho é simples, mas faz ligação e recebe e isso é o que importa!
Depois que chegamos ao centro, fui comer um lanche no Mc Donalds..rs... ele é um pouco diferente, acho que menos saboroso.
Apos esse rapido almoco, fui direto pegar o táxi. O motorista foi muito simpático. Brian o nome dele. Eu estava com uma dificuldade enorme de conversar em inglês, mas ele foi me forçando a falar e foi dando certo. Perguntei a idade dele, depois de ele ter perguntado a minha, e ele pediu que eu tentasse adivinhar. Chutei entre 28 e 32 anos e errei..rs..ele tem 38 anos. Ficou todo contente por eu ter me enganado...rs... Acho que ele aproveitou pra dar uma cantadinha também, mas sabe que eu não achei nada ruim?!...rsss...ele era uma gracinha e não tinha aliança nos dedos...rsrsrs... já comecei a gostar de Dublin..rs...alias, aqui tem mto homem bonito...quem gosta de loirinho de olhoa, aqui e o lugar!!! :) Ele não conseguia encontrar a casa, então parou o carro, desligou o taxímetro, ligou para a residência da Ms. Catherine e pediu infos de como fazia para chegar lá...nesta hora, pensei: "no Brasil isso é tão difícil de acontecer". Mas depois soube que isso foi uma exceção, pois outras pessoas disseram que os motoristas ficaram horas andando ou deixaram os passageiros em outros lugares. É, acho que ele estava mesmo sendo gentil comigo...rss...Foi um dia "iluminado", como disse a Renata depois, quando me ligou para saber se eu tinha chegado bem...

A casa.
A Ms. Catherine me parece ser muito legal. Conversamos pouco pq não consigo entender o inglês dela. Ela também tenta me ajudar e corrige as minhas frases... Hoje, domingo, vi todos os filhos dela. São quatro crianças lindas e muito educadas também. Um menino, e três meninas, sendo duas, gêmeas. O garoto é um fofo..dá vontade de apertar ele toda hora, mas percebo que ela os educa para ficarem mais distantes dos hóspedes. Há mais gente aqui além de mim e da jornalista. Soube que há dois brasileiros, gaúchos, e também e vi duas austríacas adolescentes.
O bairro aqui é bem bacana. É bonito e muito arborizado. Não consigo, neste momento, lembrar de algum bairro de Sampa que eu possa comparar, as casas não têm portões e todas são muito parecidas e com muitos jardins...parecem padronizadas. É como se fosse um desses condomínios residenciais que existem por aí, mas com muitas, muitas casas. Os sem'aforos daqui fecham rápido demais..rs..já sei que se estivesse dirigindo aqui ficaria irritadíssima com isso.
Hoje demorei para levantar da cama. Nem tomei café e tb não estava a fim de sair. Ainda estava muito cansada da viagem e não tinha me recuperado. Aproveitei para dar uma ajeitada nas coisas, colocar algumas roupas no armário... fiquei chateada pq as duas malas estão detonadas. Uma rasgou a costura do lado e a outra quebrou o apoio na parte de baixo...nem sei onde isso aconteceu...se foi no avião ou no caminho do aeroporto até o centro., mas agora não tem o que fazer.
No meio da tarde, o Ernani me ligou, aliás, obrigada, Ju, por ter enviado o email pra ele, tá?! Daí combinamos de nos encontrarmos. Primeira vez que saí sozinha...hehehe...o ônibus demorou um pouco pq é domingo. Foi tudo tranqüilo. Quando entrei, pedi ajuda a uma moça para indicar o ponto em que eu tinha que descer para chegar ao Trinity College e ela foi bem gentil. Foi o máximo encontrá-lo! É mto bom ver uma pessoa conhecida por aqui, gente. Por mais que a gente saiba q o esquema é cada um por si e Deus por todos, isso dá um pouco mais de segurança, sabe?! Além disso, o Ernani é um puta cara legal. Tivemos uma longa conversa e falamos sobre quase tudo. Não pude ver a japa pq ela estava trabalhando e só ia sair às 19 horas do shopping em que trabalha. É provável que só consiga vê-lo novamente no fim de semana que vem, pois, pelo que entendi, ele já conseguiu um novo emprego.
What else? Ah! Andamos um pouco pelo centro também e o Ernani já me deu as dicas de como andam os meninos rebeldes de Dublin. Eles são tipo uma gang que esqueci o nome, aprontam um bocado pela cidade e não gostam de estrangeiros. Logo que cheguei, ouvi um papo de que mataram um polonês com chave de fenda. Parece que não andam armados, mas são violentos, batem muito e não estão nem aí se é mulher ou homem. Estão sempre vestidos da mesma forma, moletom cinza e blusa da adidas ou todos de branco. Já vi alguns pelas ruas hoje e têm umas caras invocadas, credo! Ah! Minha volta para casa foi sossegada tbém. Aliás, o engraçado aqui é que os carros são todos com direção do lado direito e existem momentos em que parece que todos os carros vão bater uns nos outros...rs
Depois que cheguei, tomei banho e fui comer um pouco da comida da ms. Catherine. É bem apimentada e eu que não gosto de pimenta senti bastante...rs...o arroz e completamente sem gosto e um pouco durinho também. Sem feijão, claro, e uma ervilha do lado. Mas, de um modo geral, estava gostoso. Agora, não vejo a hora de achar o meu cantinho para poder desempenhar os meus dotes culinários, como o meu bolo de banana, por exemplo. Então, é isso pessoal! Queria que vocês tivessem uma visão geral de como está começando a aventura...
Segunda será feriado e eu espero conseguir contato pela internet. Amo todos vocês.

Monday, 27 June 2011

"De repente, não mais que de repente..."

E ela se pergunta: quantas vezes mais terá de errar para finalmente acertar?
Em plena fase de mudanças, o que mais esperava era o abraço apertado, o afago nos cabelos, o apoio para o futuro tão próximo e tão incerto.
Ao contrário disso, vencida pelo orgulho ferido de um pedido não atendido, foi novamente deixada de lado.
O que é mais importante para conquistar a felicidade? O que você pensa, sente e acredita ou o que terceiros pensam, sentem e acreditam sobre a sua vida?
Até que ponto vale a pena "ganhar" para perceber que não importaria perder?
A vida não pára e, por isso, Ela segue junto. Triste, confusa, com inúmeras interrogações. Tentando entender pq se deixou levar, quando fez de tudo para se proteger. Tem a impressão de que bastou ter o objetivo conquistado para então notar que não havia mais o mesmo encanto.
Quando se depara envolvida em pensamentos ruins, negativos, lembra-se do que foi bom. Dos sorrisos mais íntimos aos olhares mais reveladores. E então se confunde ainda mais, pq não entende como as coisas mudam da noite para o dia baseadas no tal do orgulho ferido. E como não encontra a justificativa pra isso, vai atrás da resposta que o "tudo" a indica: quando não há palavras para se dizer o que realmente se pensa e se quer, as inventa. Daí a criatividade vai longe e vale até tentar fazer com que ela se sinta culpada. Ou faz o que quer ou está tudo acabado e a responsabilidade é dela que não aceitou a brincadeira: faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço.
É fácil entender que algumas situações são incômodas. Fácil de respeitar, inclusive. Mas e a troca? A vida pode ser baseada na lei de Newton de ação e reação ("Quando dois corpos A e B interagem, se A aplica sobre B uma força, esse último corpo aplicará sobre A uma outra força de mesma intensidade, mesma direção e sentido contrário". wikipedia)

E até que tudo entre nos eixos novamente, ela segue...

desapontada... =/

Thursday, 23 June 2011

Aula de português - vocabulário

Eu não sei se eu eu estou triste ou se eu estou muito P da vida com algumas coisas que aconteceram na minha vida na última semana.
Minha cabeça tá bem confusa. Mas, no momento, o pensamento mais próximo é o de que: "nada acontece mesmo por acaso". A frase já pode ter virado clichê, mas a idéia, não. Penso que exista uma resposta ou um sentido pra isso e eu vou entender mais pra frente. Pelo menos sempre foi assim.
Seja como for, o texto do blog é para ensinar (para os que não conhecem) o significado de algumas palavrinhas que podem ser muito convenientes no vocabulário de qualquer um.

RELACIONAMENTO:
■ substantivo masculino
1 ato ou efeito de relacionar(-se)
2 capacidade de manter relacionamentos, de conviver bem com seus semelhantes

RECIPROCIDADE
■ substantivo feminino
1 qualidade ou caráter de recíproco; correspondência mútua; recíproca, reciprocação
3 Rubrica: filosofia.
no kantismo, categoria do entendimento a partir da qual é possível o conhecimento da relação entre dois ou mais elementos quaisquer do mundo natural que são percebidos simultaneamente no espaço, de forma complementar e interativa

CÚMPLICE
1 Derivação: por extensão de sentido. Uso: informal.
que ou aquele que colabora com outrem na realização de alguma coisa; sócio, parceiro
Ex.: ele e o c. eram os verdadeiros responsáveis pelo sucesso do empreendimento
2 que possibilita, favorece, concorre na realização de algo
Ex.: a escuridão c. contribuiu para que se esgueirasse sem ser visto

RESPEITO:
■ substantivo masculino
1 ato ou efeito de respeitar(-se)
2 sentimento que leva alguém a tratar outrem ou alguma coisa com grande atenção, profunda deferência; consideração, reverência
3 obediência, acatamento
4 modo pelo qual se encara uma questão; ponto de vista
5 o que motiva ou causa alguma coisa; razão
6 relação, referência
7 estima ou consideração que se demonstra por alguém ou algo
8 sentimento de medo; receio
respeitos

VONTADE:
■ substantivo feminino
1 faculdade que tem o ser humano de querer, de escolher, de livremente praticar ou deixar de praticar certos atos
2 força interior que impulsiona o indivíduo a realizar aquilo a que se propôs, a atingir seus fins ou desejos; ânimo, determinação, firmeza
2.1 grande disposição em realizar algo por outrem; empenho, interesse, zelo
3 capacidade de escolher, de decidir entre alternativas possíveis; volição
4 sentimento de desejo ou aspiração motivado por um apelo físico, fisiológico, psicológico ou moral; querer
5 sensação de prazer; apetite, deleite, gosto
6 desejo impulsivo ou irresponsável; capricho, fantasia, veleidade
7 deliberação, determinação, decisão que alguém expressa no intuito de que seja cumprida ou respeitada

MACHISMO:
■ substantivo masculino
1 qualidade, ação ou modos de macho ('ser humano', 'valentão'); macheza
2 Uso: informal.
exagerado senso de orgulho masculino; virilidade agressiva; macheza
3 comportamento que tende a negar à mulher a extensão de prerrogativas ou direitos do homem

CONFIANÇA:
■ substantivo feminino
1 crença na probidade moral, na sinceridade afetiva, nas qualidades profissionais etc., de outrem, que torna incompatível imaginar um deslize, uma traição, uma demonstração de incompetência de sua parte; crédito, fé
2 crença de que algo não falhará, é bem-feito ou forte o suficiente para cumprir sua função
3 força interior; segurança, firmeza
4 crença ou certeza de que suas expectativas serão concretizadas; esperança, otimismo
5 sentimento de respeito, concórdia, segurança mútua
6 comportamento não facultado a alguém de posição considerada inferior, ou sem intimidade suficiente para assim se comportar; atrevimento, insolência

ESCOLHA:
■ substantivo feminino
1 ato ou efeito de escolher
2 preferência que se dá a alguma coisa que se encontra entre outras; predileção
3 opção entre duas ou mais coisas
4 ato de eleger; eleição
5 capacidade de escolher bem, de escolher com discernimento

DESINTERESSE:
■ substantivo masculino
1 privação de interesses ou lucros
2 inexistência de curiosidade, de gosto por; indiferença, imparcialidade
2.1 falta de interesse afetivo por (alguém)
3 Derivação: por extensão de sentido.
falta de empenho, de cuidado; descuido, negligência

REVOLTADO:
■ adjetivo e substantivo masculino
1 que ou aquele que se revoltou; rebelde, insubmisso, insurreto, amotinado, revoltoso
2 que ou aquele que está ou se sente indignado, enfurecido, colérico
3 Derivação: por extensão de sentido. Regionalismo: Brasil.
que ou aquele que é ou se mostra amargo, inconformado com alguma situação

ESPERANÇA:
■ substantivo feminino
1 sentimento de quem vê como possível a realização daquilo que deseja; confiança em coisa boa; fé (tb. us. no pl.)
2 Rubrica: religião.
a segunda das três virtudes básicas do cristão, ao lado da fé e da caridade [Representa-se por uma âncora.]
3 expectativa, espera
4 Derivação: sentido figurado.
aquilo ou aquele de que se espera algo, em que se deposita a expectativa; promessa
5 algo que não passa de uma ilusão

REAÇÃO:
■ substantivo feminino
1 ato ou efeito de reagir
1.1 resposta a uma ação anterior
2 comportamento de um ser vivo manifestado em presença de um estímulo
2.1 atitude de uma pessoa em resposta a uma ação de origem social
2.2 movimento de opinião que age em sentido oposto ao movimento de opinião que o precedeu
2.3 comportamento de alguém em face de ameaça, agressão, provocação etc
2.4 força, princípio, vontade ou tendência contrária; antagonismo, oposição, luta, resistência

Fonte: Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa